Brasil cai para 44ª posição em ranking de conectividade

Por Felipe Demartini | 10 de Julho de 2018 às 13h43
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O Brasil caiu para a 44ª posição em um ranking de conectividade divulgado anualmente pela Huawei, que lista os países de acordo com seu preparo e adequação para inovações tecnológicas e economia digital. 40 indicadores são levados em conta e, apesar da melhoria em alguns quesitos, as dificuldades severas em outros levaram a nação a acumular uma nota total de 43 pontos, em um total de 100, a mesma registrada na versão 2017 do estudo.

No ano passado, o Brasil ficou na 30ª colocação entre 50 países avaliados, enquanto na edição 2018 do Global Connectivity Index, foram 79 nações, o que explica a queda drástica mesmo com uma pontuação semelhante. Apesar da melhora em alguns setores, as severas dificuldades em outros levaram nossa nação a uma condição de estagnação no ranking, enquanto o aumento do escopo aumentou ainda mais a perspectiva global e colocou os brasileiros mais para trás.

Em sua análise, a Huawei elogiou os esforços das operadoras de telefonia em aumentar a cobertura 4G e também a velocidade da banda larga móvel. Com isso, também caminharam adiante os investimentos em Big Data e cloud computing, levando o Brasil a um patamar de interesse nestes dois quesitos.

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Por outro lado, o principal problema enfrentado pelos brasileiros ainda é a velocidade média das conexões domésticas, de que acordo com o estudo, é de 0,55 Mbps em mais de 30% das casas. Na visão da Huawei, esse é um reflexo direto da falta de estrutura das operadoras, além do alto preço dos planos mais rápidos, o que leva boa parte da população a optar pelos pacotes mais em conta, já que a alternativa é não ter internet alguma. Os custos ainda são citados como impeditivos para que a maioria do povo tenha acesso à rede.

Apesar disso, os analistas do ranking veem com bons olhos programas do governo federal voltados à popularização da banda larga doméstica, bem como os esforços para levar conectividade a regiões remotas e isoladas. Com isso, e unido à noção de que o Brasil é um território interessante para a expansão da Internet das Coisas e da computação na nuvem, a Huawei incluiu o nosso país em uma lista de emergentes.

Isso significa que o território representa boas oportunidades para investidores, que podem auxiliar na ampliação da infraestrutura ao mesmo tempo em que encontram boas oportunidades de lucro. O estudo lembra que o Brasil é o quarto maior mercado em volume de acessos à internet e indica que, com um aumento de 10% nos aportes financeiros para o mercado de telecomunicações, será possível obter posições maiores no ranking e um grande retorno para a população. Uma atenção à fibra óptica também é indicada como um bom caminho.

Além disso, a Huawei recomenda mudanças no sistema de ensino, de forma a preparar as futuras gerações para a economia digital e um panorama cada vez mais dependende de sistemas online, automação e robótica. Além disso, outra boa oportunidade é o foco na inteligência artificial, cuja falta de mão-de-obra especializada é citada pela companhia como um problema global.

A 44ª colocação obtida pelo Brasil nos coloca à frente de vizinhos latino-americanos como a Colômbia e a Argentina, que ocupam, respectivamente, a 54ª e 55ª posições. Entretanto, nosso país está atrás do Chile, que ficou com o 33º lugar. No topo do ranking estão os Estados Unidos, com 78 pontos, enquanto a Etiópia ocupa o lado oposto da tabela, com nota 23.

Fonte: Huawei Global Connectivity Index

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