Base de assinantes caiu, mas audiência cresceu, diz NET

Por Leandro Souza | 29 de Junho de 2016 às 14h06
photo_camera Divulgação

O momento para as operadoras de TV por assinatura é de retração na sua base de assinantes, mas segundo a NET, isso não chegou a influir na audiência de seu serviço. Aliás, de acordo com a empresa, no primeiro trimestre de 2016 a companhia registrou recordes de audiência em seus canais.

A informação foi divulgada pela operadora durante o Congresso da Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA), em São Paulo, em que apontou uma "audiência histórica" para os padrões da empresa, com uma média de 2 milhões de espectadores simultâneos por minuto, mais que o dobro do que era registrado há três anos.

O número chega a ser curioso, já que o setor como um todo registrou um revés no número de assinantes nos últimos doze meses, segundo a ABTA, caindo cerca de 4,3% no total entre todas as provedoras deste serviço. Segundo a ABTA, em abril de 2016, foi estimada uma base de 18,9 milhões de assinantes. Em abril de 2015, eram 19,11 milhões. A NET sozinha tem cerca de 9,6 milhões de assinantes.

"O ticket médio do setor aumentou", resumiu o presidente do grupo América Móvil, José Felix, que explicou este movimento aparentemente contraditório de forma simples. Segundo o executivo, o momento econômico do brasileiro está fazendo ele sair menos de casa e aproveitar mais serviços como a banda larga e TV a cabo que tem em casa.

"Hoje, o dinheiro que um assinante gastaria para levar sua família em um restaurante ou um cinema, por exemplo, paga a mensalidade de nosso serviço, e rende entretenimento para o mês inteiro. É uma troca que os clientes fizeram", avalia Felix.

O presidente da NET não acredita que o revés sofrido pelo setor de TV por assinatura nos últimos anos seja diretamente ligado a novos serviços de vídeo sob demanda como Netflix. Para o presidente do grupo, que além da NET tem as marcas Claro e Embratel, os cancelamentos do serviço são mais em função da dificuldade de pagamento por conta do assinante, do que pela preferência por outro serviço.

"Claro que seria presunçoso, para não dizer burro, negar que estas empresas sejam nossos concorrentes. Mas creio que, pelo tipo de conteúdo que oferecemos, com programação ao vivo e esportes, são soluções que podem ser complementares", avalia Félix.

Para aumentar sua capacidade de concorrer, a empresa afirmou que continuará investindo em novas ofertas e preços mais atrativos, assim como em tecnologias novas de conexão, como o novo formato Docsis 3.1, que permitirá velocidades de 1 gigabyte por segundo via conexão coaxial. Entretanto, essa nova tecnologia, que permitiram transmissões de 4K ou 8K sem maiores gargalos, não tem previsão de chegada ao país.

"Estaremos sempre revendo a nossa proposta de valor para não ficarmos atrás na concorrência, evoluindo a oferta de conteúdo e nossas programações segmentadas, o que foi um fator determinante para nosso aumento de audiência", explicou Márcio Carvalho, diretor de marketing o mercado residencial e combos da América Móvil.

Neste meio tempo, a empresa experimentará transmissões em 4K para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro para seus assinantes. Até o momento, a cerimônia de abertura do evento será disponibilizada neste formato, e de acordo com a companhia, outros eventos podem ser confirmados nos próximos dias.

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