Apenas 25% dos celulares em uso no Brasil possuem plano pós-pago

Por Redação | 21.07.2015 às 12:03
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Embora a maioria dos planos de internet móvel 3G e 4G tenham ficado com preços mais acessíveis nos últimos anos, a maioria dos brasileiros ainda opta por pacotes de dados pré-pagos. É o que mostra o novo relatório semestral divulgado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) nesta segunda-feira (20).

De acordo com o órgão regulador, apesar do número de linhas pré-pagas ainda ser dominante, o mercado de pós-pagos está crescendo, mesmo que a passos lentos. Tanto é que esta é a primeira vez em mais de dez anos que o número de celulares pós-pagos no Brasil chega a um quarto de todos os telefones móveis no país.

Esse movimento aconteceu também porque o mercado de pré-pagos recuou 1,01% no mês. Foram desconectadas 2,162 milhões de linhas pré-pagas e o segmento encerrou junho com 211,4 milhões de acessos. A proporção em relação ao total da base diminuiu 1 ponto percentual (p.p.) no semestre, mas ainda é a esmagadora maioria brasileira, com 74,85%. Isso significa que a base de linhas pós-pagas, com 71 milhões de acessos, aumentou na mesma proporção, sendo agora 25,15% do total - há dez anos, essa porcentagem era de 19,57%, ou pouco mais de 13 milhões de linhas de um total de 66,6 milhões de acessos.

Dentre as quatro principais empresas, a que possui um maior mix de pós-pagos é a Vivo, com 35,80% (29,586 milhões de acessos) da base utilizando essa modalidade de plano - aumento de 0,69% em relação a maio. A Claro contava, em junho, com 22,41% (15,957 milhões), crescimento de 0,13%; seguida de 18,23% da Oi (9,158 milhões), recuo de 0,27%; e 18,15% (13,539 milhões) da TIM, aumento de 1,21%.

Todas operadoras mostraram recuo na base de pré-pago em junho, com destaque para a TIM, que recuou 1,35% (836 mil desconexões) no mês. A Vivo registrou queda de 1,18% (631,5 mil linhas a menos), enquanto a Claro caiu 0,75% (416,6 mil) e a Oi recuou 0,68% (282,7 mil).

O recuo da base total de acessos móveis de 1,7 milhão de desconexões entre maio e junho veio justamente das quatro maiores operadoras brasileiras, com destaque para a TIM, que caiu 0,89% no mês (673,6 mil desconexões). Em seguida vem a Vivo, com recuo de 0,52% (428,3 mil); depois a Claro, com 0,55% de queda (396,3 mil); e a Oi, com 0,61% de retração (307,5 mil linhas a menos). Desconsiderando as operações menores da Datora e Terapar, quem registrou maior crescimento mensal foi a Porto Seguro, com 6,33% (19,6 mil adições), embora o aumento líquido maior tenha sido da Nextel, com 82,6 mil adições (aumento de 4,13%).

No semestre, somente a TIM e a Oi mostraram retração: 1,48% (1,120 milhão de desconexões) e 1,35% (686,7 mil), respectivamente. A Vivo, por outro lado, mostrou maior aumento líquido: 2,717 milhões, ou 3,40% de avanço. Proporcionalmente, a Nextel foi a que mais adicionou à própria base, com 37,83% de crescimento (572,2 mil adições líquidas).

Segundo a Anatel, o mercado brasileiro de serviço móvel pessoal fechou junho com uma queda de 0,60% em comparação com maio, totalizando 282,454 milhões de linhas. Com isso, o avanço semestral da base total do setor foi de 0,61%, com um crescimento líquido de 1,725 milhão de acessos.

Fonte: Teletime