Anatel: 3G e planos pré-pagos no celular perdem espaço para o 4G e pós-pago

Por Redação | 13 de Janeiro de 2016 às 11h01
photo_camera Divulgação

A crise pegou o Brasil de jeito em diversos setores. Um deles foi o da telefonia móvel, que além de ter sofrido o impacto do fim da Lei do Bem, reduziu sua base de assinantes no segundo semestre de 2015, segundo dados da Anatel divulgados nesta terça-feira (12). A boa notícia é que o 4G, aos poucos, está tomando o espaço até então dominado pelo 3G, assim como os planos pós-pagos estão se sobressaindo sobre as opções pré-pagas.

Até novembro do ano passado, a Agência Nacional de Telecomunicações totalizou 269,59 milhões de linhas ativas e teledensidade (índice de distribuição) de 131,5 acessos por 100 habitantes. Isso representa 4,2 milhões acessos a menos comparando com outubro do mesmo ano, quando foram registradas 273,79 milhões de linhas ativas. A diferença é ainda maior com relação a maio, o de melhor performance em 2015, quando eram 284,12 milhões de acessos ativos.

A TIM foi a tele que mais desabilitou acessos em novembro - 2,6 milhões de acessos, passando a ter 69,29 milhões de acessos ativos. Em seguida ficou a Claro, com 1,67 milhão de desligamentos, ficando com uma base de 67,37 milhões de acessos. A Oi também reduziu a base, desligando 17,3 mil acessos, terminando o mês de novembro de 2014 com 49,2 milhões de acessos.

As demais operadoras (Algar, Vodafone Datora, Nextel, Porto Seguro, Sercomtel e Telefônica Vivo) ganharam acessos. A Vivo saiu na frente com 55.277 ativações, chegando a 79.491.101 milhões de acessos ativos. Além disso, a companhia aparece na liderança do market share da Anatel, com 29,49% do mercado de telefonia móvel brasileiro. Em seguida vem TIM (25,7%), Claro (24,99%) e Oi (18,25%).

2G e 3G em queda livre

Paralelo à queda no número de linhas ativas no Brasil, outro dado revelado pela Anatel mostra que as tecnologias móveis de segunda e terceira geração seguem em franca decadência no mercado brasileiro. De outubro para novembro, a queda no 2G chegou a 3,74 milhões (77.001.303 milhões em outubro e 73.260.717 milhões em novembro), enquanto no 3G a redução foi de 3,04 milhões (159.446.589 milhões em outubro e 156.402.969 milhões em novembro).

Em contrapartida, o 4G não para de crescer. De outubro para novembro, a tecnologia adicionou 2,13 milhões de novos acessos e alcançou a marca de 22.582.691 milhões de acessos - em outubro, eram 20.446.594 milhões de acessos 4G. Parte desse crescimento pode ser associado ao aumento no número de planos pós-pagos, uma vez que a maioria já conta com suporte para a tecnologia móvel de quarta geração. Para se ter uma ideia, todos os 4,2 milhões de acessos desativados entre outubro e novembro correspondem a planos pré-pagos.

O impulso do pós-pago é resultado das vendas de pacotes de dados para os clientes por parte das teles, que estão valorizando mais esse perfil de consumidor. A Vivo, por exemplo, foi a operadora que menos criou estratégias de marketing e campanhas publicitárias para chamar atenção dos clientes pré-pagos. Ao contrário: adotou esse modelo de negócio para com os consumidores do pós-pago.

Outro levantamento, desta vez da GSMA Intelligence (braço de pesquisa da GSMA), também indica uma penetração ainda maior do 4G no Brasil em 2016. A previsão é que o país alcance a marca de 42 milhões de conexões dessa natureza até o final deste ano, o que representaria um crescimento de 87% em relação a 2015.

Das 267 milhões de conexões móveis contabilizadas em dezembro do ano passado - 2 milhões a menos que o número alcançado em novembro -, 9% eram de acessos 4G. Essa porcentagem deve saltar para mais de 15% até dezembro de 2016, quando o país deve chegar a 278 milhões de linhas ativas. Esse crescimento será acompanhado do aumento da penetração de smartphones no país, previsto para saltar de 55%, em 2015, para 62%, em 2016. E isso mesmo com o inevitável aumento no preço dos aparelhos.

Fonte: Convergência Digital (1), (2)

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