Amdocs prevê crescimento de até 15% no Brasil com digitalização de telcos

Por Rafael Romer | 11 de Outubro de 2016 às 14h39

A provedora de softwares e serviços de telecomunicações norte-americana Amdocs prevê que deverá observar um crescimento de até 15% no mercado brasileiro em 2016, afirmou o vice-presidente da empresa para a América Latina, Edson Paiva, nesta terça-feira (11).

Um dos principais motores para a ampliação do negócio da empresa por aqui são três projetos de transformação digital que a companhia está encabeçando junto a clientes do setor de telecomunicações, que motivaram uma série de contratações dentro da Amdocs.

A companhia não abre nomes das parceiras, mas trabalha hoje em projetos de "stack digital" em duas "grandes operadoras" com soluções do portfólio CES 9 e CES 10. Os projetos consistem na reformulação total do processo de gestão das empresas, desde o CRM até a interação com o assinante, passando também por sistemas de tarifação e pelo gerenciamento de serviços – habilitando, por exemplo, a checagem automática da disponibilidade de uma oferta para um consumidor em determinada região, sem a necessidade de avaliação prévia por um técnico.

Já a terceira operadora, implementa um projeto bimodal junto a Amdocs, usando integrações com o sistema legado para atualizar sua infraestrutura para novas demandas sem a necessidade de "um grande investimento". Além das três operadoras nacionais, a Amdocs trabalha com projetos semelhantes no modelo de transformação digital em parceiros na Argentina, Chile e Peru, que devem motivar um crescimento na região.

Além disso, a organização está trabalhando em um quarto projeto junto a uma das operadoras brasileiras para a implementação de um novo sistema pró-ativo de sugestão de compra. Integrada ao pacote CES, a plataforma permite que a provedora de serviços faça ofertas a seus clientes sempre que eles passarem perto de uma loja física, sugerindo, por exemplo, a compra de um novo modelo smartphone que o cliente já demonstrou interesse antes, mas não efetivou a compra.

"No Brasil, as operadoras tiveram a redução de consumo e de receita esperada", comentou Paiva sobre as oportunidades da Amdocs ao setor. "Mas, por outro lado, nenhuma empresa parou projetos. Em tempos de crise, elas querem otimizar mais seus processos".

Para 2017, o executivo prevê uma retomada do desempenho econômico do país e estima um crescimento já para o primeiro semestre do ano. No mercado de telecomunicações, no entanto, o futuro ainda é incerto.

Um série de fatores deverá impactar o setor nacional a partir do ano que vem, inclusive a possibilidade de um novo entrante no Brasil. Ainda assim, o fator mais importante permanece sendo o futuro da Oi, seja no seu processo de recuperação judicial ou com a possível compra por outro player. "Mas a gente não vê nenhuma queda acentuada em investimentos das operadoras [para 2017]", estimou o vice-presidente.

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