Afogada em dívidas, Oi entra com pedido de recuperação judicial

Por Leandro Souza | 20 de Junho de 2016 às 18h45
photo_camera Divulgação

A Oi acabou de ter protocolado um pedido de recuperação judicial para sua operação. O pedido foi acatado no final da tarde desta segunda-feira pelo juiz Fernando Vana, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro e divulgada no blog do jornalista Lauro Jardim, do O Globo.

O pedido de recuperação judicial, que anteriormente era conhecido como "concordata", consiste no amparo judicial para um plano de recuperação das finanças da empresa. Para isso, a empresa precisa comprovar ao poder legislativo que não possui condições financeiras no momento para quitar suas dívidas. A operadora está afogada em dívidas, com um montante estimado em R$ 54 bilhões.

A operadora está há anos com déficit em suas contas, mas em 2016 a situação chegou a um ponto crítico. Recentemente, a empresa estava analisando diversos planos para evitar sua falência e se manter operante.

Em abril, a companhia divulgou um plano alternativo de equilibrar suas contas, chamado de "recuperação branca", um último esforço para não precisar recorrer à justiça. Entretanto, ele só seria feito caso 95% dos credores da operadora aceitassem as condições.

A dívida da Oi se tornou um problema a partir da compra da Brasil Telecom, que aumentou a presença da companhia no território brasileiro, mas também trouxe para a empresa uma dívida de mais de R$ 1 bilhão.

As negociações de fusão com a Portugal Telecom, realizada em meados de 2013 também resultou em outro baque financeiro, que trouxe perdas de aproximadamente 900 milhões de euros, que foram contornadas por uma captação de fundos de R$ 8 bilhões no mercado, aumentando a dívida.

No início deste mês, a Oi teve outra mudança. O presidente da empresa, Bayard Gontijo, anunciou sua saída da companhia, deixando o comando da operadora para o diretor financeiro Marco Schroeder responsável por recuperar a empresa em meio à crise financeira.

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