Acordos bilaterais podem definir preços de roaming internacional

Por Redação | 15 de Março de 2016 às 12h20

Em uma iniciativa aprovada pela União Internacional de Telecomunicações, acordos bilaterais entre agências reguladoras poderão ser utilizados para definir os custos de roaming internacional e facilitar a vida de quem está fazendo viagens para fora do país. A ideia é que as instituições trabalhem juntas para acertar valores máximos tanto no atacado quanto no varejo.

A organização pretende usar modelos de custos e facilitar as negociações, que até agora, precisavam ser feitas entre as próprias operadoras. Com a mudança, as agências regulatórias entram na dança e definem um conjunto de normas para a precificação do roaming, uma mudança que deve beneficiar, principalmente, os países em desenvolvimento e que enviam cada vez mais turistas para as nações de primeiro mundo.

E é justamente aí que, para a UIT, está o grande gargalo que precisa ser resolvido com sua influência política. Países como os Estados Unidos estariam menos propensos a reduzir o preço de suas conexões em um acordo com o Brasil, por exemplo, pelo simples fato de que o fluxo de turistas de nosso país para a América é menor do que o inverso. Fatores econômicos, como instabilidades internacionais e diferenças de valorização nas moedas, por exemplo, também têm efeito determinante aqui.

Na que foi citada como a reunião mais produtiva da história da UIT, outras recomendações relacionadas à economia de gastos e melhoria nos serviços também foram aprovadas. Uma delas, por exemplo, incentiva os países membros da organização a adotarem pontos regionais de troca de tráfego, tornando as redes mais semelhantes entre si e facilitando a negociação de preços.

Além disso, outra norma cria incentivos para parcerias entre o poder público e empresas privadas no fornecimento de serviços de conectividade básicos e universalização, principalmente em áreas onde a concorrência entre operadoras é grande. A medida, por exemplo, é importante para a Anatel, que passa atualmente por um momento em que estuda mudanças no modelo de concessão utilizados no Brasil.

Fonte: Convergência Digital

Instagram do Canaltech

Acompanhe nossos bastidores e fique por dentro das novidades que estão por vir no CT.