Acionistas da Oi serão ouvidos pela Anatel sobre planos futuros da empresa

Por Redação | 17 de Julho de 2017 às 09h43
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A Oi e o Conselho Diretor da Anatel irão se reunir no dia 1º de agosto para discutirem os planos da operadora para sua reconstrução. Quem confirmou o encontro foi Juarez Quadros, presidente da agência, que já se reuniu na última semana com o empresário Nelson Tanure, um dos principais acionistas da Oi.

Tanure defendeu, durante o encontro, a apresentação de um plano industrial sustentável para a operadora e a adesão ao Refis ao invés de trocar multas por investimentos, ação que é prevista nos Termos de Ajustamento de Conduta (TACs). Apesar de a Anatel já ter aprovado a proposta, nenhum pedido formal foi feito para a suspensão do TAC, travando a proposta no Tribunal de Contas da União por conta da recuperação judicial da empresa.

O valor da dívida da empresa consignada na Advocacia-Geral da União é alvo de polêmicas, já que a Oi reconhece cerca de R$ 12 bilhões, enquanto que a AGU afirma que a dívida é estimada em R$ 20 bilhões. Quanto a adesão ao Refis, existe a necessidade de aprovação do Congresso Nacional. Segundo Quadros, apenas o TAC da Telefônica está sendo negociado pelos conselheiros e ministros do TCU, sendo que não há nenhuma conversa sobre o TAC da Oi.

Diretores da Sercomtel, representantes da prefeitura de Londrina e representantes da Copel também se reunirão nesta semana para apresentar um plano de recuperação financeira da Oi para o presidente da Anatel. A proposta conta com ações com prazo de cinco anos, que será analisada pela área técnica da agência antes do dia 1º de agosto, data da reunião com os acionistas da operadora.

Esse plano de reconstrução da Oi antecipa ações que incluem a criação de mais produtos, prospecção de novos negócios ancorados na tecnologia da informação, parcerias com os próprios acionistas e cortes profundos nas despesas, além de fortalecer as ações que já vêm sendo implantadas desde o início do ano. Vale lembrar também que a Oi irá realizar uma assembleia de credores prevista para setembro ou outubro e, por isso, precisa dar andamento às negociações para apresentar uma proposta saudável e que seja aceita pelos credores.

Fonte: TeleTime