Vendas de celulares aumentam 27% e geram crescimento na indústria de telecom

Por Redação | 14.08.2014 às 12:27
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O sucesso dos smartphones por aqui foi suficiente para sustentar, praticamente sozinho, o crescimento na indústria brasileira de telecomunicações. De acordo com dados da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), houve aumento de 7% nesse setor durante os primeiros seis meses deste ano.

Apesar de uma queda de 9% nos investimentos em infraestrutura, houve aumento de 27% nas vendas de celulares no período, totalizando 34,3 milhões de unidades. E, de todos estes, 70,5% são smartphones, sejam de baixo, médio ou alto padrão, um crescimento de também 70% nesse segmento. A venda de celulares mais tradicionais, na mesma medida, caiu 41%, mostrando uma preferência dos brasileiros pelos aparelhos com mais funções além das chamadas e mensagens.

Para a Abinee, a queda nos investimentos também tem explicação. O mercado encontra-se, atualmente, aguardando o leilão da faixa dos 700 Mhz para aplicação da tecnologia 4G. Dessa forma, as empresas estão segurando seus fundos e, para a associação, enquanto essa negociação não acontecer, os gastos com o setor vão continuar a cair. As informações são do Mobile Time.

Para 2015, a expectativa da organização é de um crescimento ainda maior nas vendas de celulares. A Abinee prevê um aumento de 20% nas vendas, com foco, mais uma vez, nos smartphones. A chegada de novos modelos sempre movimenta esse mercado, e cada vez mais eles chegam ao Brasil com rapidez em relação aos EUA, um fator que ajuda e muito na expansão desse mercado.

Falando em exterior, os dados internacionais de vendas no setor de informática também se refletem por aqui. Houve queda nas vendas de notebooks e desktops, que caíram respectivamente 22% e 33%. Todo esse dinheiro foi para o setor dos tablets, que teve suas comercializações ampliadas em 21%.

São números em alta, mas que ainda assim não seguraram a queda no faturamento da indústria elétrica e eletrônica como um todo. Segundo a Abinee, houve redução total de 4% no setor em relação ao ano passado, um reflexo da retração da atividade econômica do país e da estabilidade no consumo.

Os dados do primeiro semestre foram suficientes para que a associação revisse suas expectativas para o ano. Apesar de ainda esperar crescimento, a previsão agora é de um aumento de 3% no faturamento total do setor, que deve chegar a R$ 161,8 bilhões. Anteriormente, essa expectativa era de 8%.