Telecom Italia nega venda da TIM Brasil

Por Redação | 08 de Novembro de 2013 às 13h35

A Telecom Italia descartou nesta quinta-feira (7) a forte especulação sobre uma possível venda da operadora brasileira TIM. As informações são do TeleTime.

O CEO e chairman da empresa italiana, Marco Patuano, disse em uma conferência para analistas que a operadora é um ativo fundamental para a companhia e que, por esse motivo, seria necessário um preço que corresponda ao valor de mercado da instituição. Ele foi taxativo ao afirmar que não há planos da holding de vender a TIM Brasil, pelo menos por enquanto.

"Ouvi muitas vezes que no Brasil poderíamos ter nossos negócios divididos entre outras operadoras. Honestamente, o Brasil é uma de nossas operações centrais, e vamos anunciar investimentos enormes no país", disse. Até 2016, R$ 11 bilhões serão injetados na companhia brasileira. Perguntado se havia ao menos alguma possibilidade de vender a TIM, o executivo declarou "nunca diga nunca", mas que o preço oferecido nas negociações teria de convencê-lo a mudar completamente a estratégia da empresa.

Além da possível venda da TIM Brasil, rumores apontam que a operadora deve firmar parceria com outras entidades, como a GVT. Apesar da ideia ter sido ignorada pelo acionista minoritário e investidor da holding Findim, Marco Fossati, o CEO da Telecom Italia disse que pretende reforçar a união da operadora com a Sky. A parceria pode gerar ofertas conjuntas de serviços de ambas as companhias e aumentar as campanhas do Internet Live TIM, que não "decolaram" quando eram feitas com a operadora de DTH.

Investimentos

O plano industrial da Telecom Italia é de investir R$ 11 bilhões entre 2014 e 2016 na TIM Brasil. Os valores serão usados com um forte foco em infraestrutura com FTTS, que deve estar presente em 38 cidades neste ano e em "mais de cem" até 2016. Também vão receber melhorias pequenas operações, inclusive as ofertas corporativas do TIM Fiber. A estimativa é de que a rede de fibra da operadora expanda seus atuais 46 mil Km para 65 mil Km até o final de 2016.

A estratégia vai possibilitar o crescimento da empresa no segmento móvel, impulsionado pela venda de smartphones sem subsídios e pela substituição da telefonia fixa para móvel em voz. "Acreditamos que podemos repetir com dados o que fizemos com voz. Há muito ainda a crescer porque a base de usuários (de dados) é pequena", afirmou o presidente da TIM Brasil, Rodrigo Abreu, que também participou da conferência para analistas.

Além das linhas de telefone, a ideia é que haja uma migração do fixo para o móvel também na banda larga. Segundo previsão da empresa, a medida vai permitir um aumento esperado de receita nos próximos três anos.

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