Tecnologia de Gerenciamento de Incidentes evitaria insucesso da Seleção na Copa

Por Colaborador externo | 25 de Julho de 2014 às 10h25
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Por Washington Tavares*

Depois de um final muito negativo para a Seleção do Brasil na Copa do Mundo, muitas perguntas foram feitas sobre o futebol brasileiro. Apesar de ter sido uma experiência agonizante, há algumas lições claras para o futuro. O resultado do jogo da semi-final não estava previsto. Pior ainda, os problemas emergentes não foram identificados com rapidez suficiente para evitar a catástrofe. A única ação que pode ser tomada agora é evitar situações semelhantes futuramente e voltar ao serviço normal (o que significa vencer em 2018!).

Imagine se tal desempenho catastrófico houvesse ocorrido na rede de uma operadora. O primeiro gol pode acontecer de qualquer lado, o que não precisa ser considerado um desastre em si. Pois há tempo o suficiente para recuperar-se. Semelhantemente, problemas de rede também podem acontecer de tempos em tempos, mas eles podem ser previstos e evitados ou, ainda, identificados e corrigidos. Levar dois gols dificulta um pouco as coisas, três dificultam mais ainda, mas não é impossível.

Mas temos que admitir que depois de quatro gols, a recuperação é quase uma fantasia. Depois de cinco então... Realmente não tem volta. Pontuações tão altas são raras no mundo do futebol, mas uma situação normal pode evoluir rapidamente rumo a um desastre, como vimos acontecer no jogo do Brasil na semi-final. Uma situação aparentemente comum tornou-se algo grave, que saiu totalmente de controle. A rede também pode sofrer falhas catastróficas e de alto custo, porém, se isso acontecesse em um ambiente como esse, as implicações seriam enormes, tanto financeiras quanto em termos de satisfação ao cliente.

O que o Brasil precisava era a capacidade de reconhecer de forma proativa que um evento havia ocorrido e garantir que a prioridade adequada fosse dada ao mesmo, garantindo assim a contenção e as correções pertinentes. Embora não possamos explicar o desempenho dos jogadores, podemos explicar o desempenho da sua rede, especialmente durante períodos de atividade inesperada.

Alguns serviços proativos permitem que problemas possam ser identificados antes de causarem graves danos. Melhor ainda, tendências da rede podem ser analisadas e incidentes potenciais podem ser previstos antes de causarem qualquer impacto, permitindo que os recursos adequados sejam implantados no momento certo para garantir um desempenho da rede consistente.

Embora não seja possível dizer que o Brasil teria triunfado, esse tipo de tecnologia com certeza pode evitar o acontecimento de catástrofes em qualquer rede em que for implantada.

*Washington Tavares é gerente de produtos da ISPM, empresa líder em software de gerenciamento e monitoração de serviços de telecomunicações e TI na América Latina

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