TIM mantém-se líder em reclamações no Brasil no setor de telefonia

Por Redação | 13 de Dezembro de 2012 às 12h20

Quando o assunto é reclamações de clientes sobre o serviço prestado por operadoras de telefonia móvel no Brasil, a TIM aparece em primeiríssimo lugar. Ela continua sendo a detentora do maior número de reclamações, de acordo com dados divulgados na última quarta-feira (12) pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). As informações são da Folha de S. Paulo.

Tais informações constituem o primeiro relatório de fiscalização da agência a respeito da qualidade das operadoras de telefonia móvel, após medida de suspensão de vendas de novos chips, em julho de 2012. Durante o período de intervenção da agência reguladora, TIM, Oi e Claro receberam muitas reclamações de seus clientes e foram suspensas.

No entanto, 11 dias após a suspensão, as vendas de chips foram retomadas, com a condição de que as teles cumprissem seus próprios planos de melhorias e investimentos, que foram apresentados à Anatel. A TIM conseguiu reduzir, mesmo que de forma tímida, o número de reclamações mensais; no call center da Anatel, em agosto, a operadora foi alvo de 4.000 reclamações, contra 3.750 em outubro. A Claro manteve-se no mesmo nível (cerca de 2.000 reclamações por mês) e a Oi conseguiu um bom resultado com suas ações: de 2.000 reclamações mensais, caiu para 1.400.

A TIM informou, em nota, que atua ativamente para atender aos clientes com qualidade, e ainda frisou que é a segunda operadora menos demandada no volume total de reclamações registradas na Anatel desde agosto do ano passado. A Claro demonstrou que aplicou boa parte de seus recursos de infraestrutura e informou que continua se empenhando para cumprir as exigências da reguladora. A Oi não se manifestou.

No entanto, para João Rezende, presidente da Anatel, os resultados das operadoras mostram-se insuficientes no quesito melhoria de qualidade, apesar de reconhecer os avanços na instalação de antenas destinadas à transmissão de voz e dados para telefonia móvel. Para ele, é necessário que as operadoras invistam ainda mais, para que os clientes percebam melhorias significativas nos serviços.

"A agência está acompanhando de perto esses investimentos para assegurar que os consumidores recebam de suas operadoras os serviços que contrataram", informa Rezende.

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