Sistema de Internet 5G da Ericsson promete velocidade de até 5 Gbps

Por Redação | 02.07.2014 às 11:54 - atualizado em 02.07.2014 às 12:43

Enquanto a tecnologia 4G só agora começa a se consolidar e se tornar mais usada, as empresas do setor de telecomunicações já começam a realizar seus testes de conexões 5G. E, em demonstrações, a Ericsson diz ter sido capaz de alcançar velocidades de transferência de até 5 Gbps.

As experiências estão sendo feitas em um laboratório da companhia em Kista, na Suécia, e contam com o apoio de diversas companhias globais do setor de telecom. Os testes ainda são pré-padrão, ou seja, ainda dependem da definição de dinâmicas e funcionamento para a rede, mas ainda assim, a ideia parece promissora para melhorar a velocidade dos dados trafegados pela rede sem fio e também para garantir um menor stress dos servidores responsáveis por esse trabalho.

A Ericsson está trabalhando ao lado de operadoras como NTT DOCOMO, do Japão, e SK Telecom, da Coreia do Sul, ambas de olho no desenvolvimento dessa tecnologia. Os dois países são pioneiros em tecnologia de ponta e também casa de consumidores ávidos por inovações mobile, então, não é de se espantar que sejam estes os mercados mais interessados no 5G.

De acordo com os dados do Ericsson Mobility Report, 85% das assinaturas móveis da América do Norte serão LTE até 2019, o que deve gerar grande carga de dados flutuando por aí e, claro, puxar consigo novas tecnologias de acesso. Números altos assim se refletem também na Europa e Ásia, além de mercados emergentes, em menor escala.

Além do acesso de dados em si, a tecnologia 5G também pode trazer novos usos para a rede sem fio. É o caso, por exemplo, de um controle mais apurado dos dados trafegados, utilizações em internet tátil e, para as empresas, a criação de redes capilares e o uso de sensores nos smartphones e tablets como mais uma forma de gerar dados para análises de Big Data.

Mas antes de tudo, diz a Ericsson, há a necessidade de se criar uma demanda de infraestrutura relacionada à tecnologia. Assim, ela poderá chegar sem problemas às mãos dos usuários e funcionar da forma devida, entregando todo o potencial de velocidade e acessibilidade que a novidade promete.

Além da tecnologia de acesso em si, a empresa também está desenvolvendo antenas e estações radiobase com banda mais larga e intervalos de tempo mais curtos, de forma a garantir o máximo de eficiência. É essa a infraestrutura que deve ser instalada por aí quando a nova modalidade de acesso entrar em vigor, daqui a seis anos.