Presidente da Sinditelebrasil acredita que rede 4G vai ajudar a desafogar o 3G

Por Redação | 10 de Abril de 2013 às 16h03

Na última terça-feira (9), a presidente Dilma Rousseff assinou o decreto que zera as alíquotas de impostos aplicados sobre os smartphones comercializados no Brasil. A diminuição no custo desses telefones tem como objetivo aumentar sua popularização no país, e é aí que entra a pergunta: os serviços 3G vão dar conta desse aumento de demanda?

Se depender do otimismo do presidente do sindicato das teles (Sinditelebrasil), Eduardo Levy, e da implantação da rede 4G no país, a resposta é: sim. Em entrevista à Agência Estado, Levy disse que a nova rede tende a desafogar os serviços 3G.

O Sinditelebrasil prevê um aumento de cerca de 10% na demanda de serviços de dados após a queda no preço dos smartphones, porém, isso deve acontecer no mesmo período em que as redes de quarta geração começarão a funcionar, contrabalanceando os novos usuários móveis que dependeriam apenas do 3G para acessar a internet.

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"O cliente do 4G tem um perfil de maior uso de dados, que paga mais pelo serviço, deixando o tráfego em 3G mais livre. O 4G, naturalmente, vai trazer uma melhora ao 3G", explica Levy.

Mas vale lembrar que, apesar de o ministro das Comunicações Paulo Bernardo dizer que a instalação da rede 4G no país está em ritmo avançado, não é bem isso o que vemos por aí. A burocracia e dificuldade para implantação de novas antenas radiobase são os principais assuntos comentados em relação ao possível atraso na entrega dessas redes.

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