Presidente da Anatel faz críticas à forma como operadoras promovem seus produtos

Por Redação | 12 de Dezembro de 2012 às 11h09

João Rezende, presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), ainda não está satisfeito com o serviço oferecido pelas operadoras de telefonia móvel do país. Ele declarou que as melhorias apresentadas após a suspensão das vendas de novas linhas ainda não foi o suficiente.

Ontem (11), durante uma audiência pública da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados, Rezende disse que ainda é necessário dar um tempo para avaliar a eficiência real das medidas adotadas pelas empresas para melhorar seus serviços.

"Ainda não dá para inferir que houve uma melhoria substancial, apenas estamos constatando que há uma estabilidade na prestação de serviço. Embora haja esforço das empresas, achamos que ainda está faltando muito para atingir o nível de qualidade que o Brasil precisa", disse o presidente da Anatel, segundo a Agência Brasil.

Apesar da "paciência" demonstrada por Rezende com as operadoras, ele também foi firme ao fazer críticas a determinados termos usados pelas companhias que atuam no Brasil. Os principais alvos foram os termos "infinito" e "ilimitado" que costumam ser adotados em promoções e planos das operadoras de telefonia móvel.

"Isso leva o usuário a achar que ele pode utilizar o serviço sem custo nenhum. Na verdade, nada é infinito, nada é ilimitado, existe limite para tudo e as empresas devem ter consciência para não confundir o consumidor", explica Rezende.

O presidente da Anatel também explicou durante a audiência que os principais problemas estão relacionados aos serviços de dados, que apresentam falhas na hora de realizar cobranças, fornecer informações aos usuários e a qualidade de acesso à rede.

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