Operadoras podem ter que reduzir planos de dados, afirma presidente da Qualcomm

Por Redação | 23 de Agosto de 2012 às 15h10

Em entrevista à agência de notícias Reuters nesta quarta-feira (22) o presidente da Qualcomm, Paul Jacobs, afirmou que as operadoras podem ter que reduzir os planos de banda larga móvel enquanto investem em infraestrutura de redes no Brasil.

"O que aconteceu em outros mercados - e frustrou um pouco os consumidores - é que eles mudaram as políticas de preços para diminuir a carga das redes", afirmou o presidente da maior produtora de chips para dispositivos móveis do mundo.

Jacobs cita que o fato de que os departamentos de marketing foram além da construção de novas redes, e este pode ser um dos principais desafios para as operadoras brasileiras, mesmo com os grandes investimentos para trazer as tecnologias mais recentes no setor.

No último mês, a Anatel (Agência de Nacional de Telecomunicações) proibiu a venda de novos chips por três operadoras de telefonia móvel devido às crescentes reclamações quanto a qualidade do serviço prestado aos seus clientes. Depois de duas semanas, as empresas puderam voltar a vender novas linhas mediante a apresentação de planos de investimentos para os próximos dois anos.

O presidente ainda afirmou que não estudou muito o mercado brasileiro de telecomunicações, mas ele relembrou os desafios que a empresa norte-americana AT&T enfrentou, já que ela foi uma das muitas companhias que foram pegas desprevenidas com o crescimento do mercado de smartphones. As redes da empresa não suportavam a geração de dados 35 vezes maior do que as produzidas pelos celulares comuns.

Durante a reunião entre a Qualcomm e representantes do governo nacional, a empresa afirmou que seu centro de pesquisa no mercado de tablets será construído em São Paulo e que irá produzir chips que operem em qualquer banda que o Brasil escolher.

Paul Jacobs Qualcomm

Jacobs afirma que outros mercados tiveram que reduzir seus planos de dados para enfrentar a grande demanda

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