Operadoras de telefonia brasileiras estão entre as que mais faturam no mundo

Por Redação | 18 de Outubro de 2012 às 08h10

A União Internacional de Telecomunicações (UIT) divulgou nesta semana um estudo anual, chamado ‘Medindo a Sociedade da Informação’, que avalia a situação do acesso à internet e das telefonias móvel e fixa em 161 países.

O Brasil assumiu a quarta posição no ranking das operadoras de telefonia que mais faturam em todo o mundo, atrás somente dos EUA, Japão e China. São mais de 257 milhões de linhas ativadas, o que garante uma grande movimentação financeira no setor. De acordo com um relatório atual da IDC, o setor de telecomunicações movimentou, no ano passado, cerca de US$ 1,5 trilhão (R$ 3 trilhões), sendo US$ 78,5 bilhões (R$ 160 bilhões) só no Brasil. Já no quesito ‘país mais conectado’, ficamos com o 60º lugar.

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O Brasil também é um dos que mais investem nessa área atualmente, ao lado do Bahrein, Gana, Kenia, Ruanda e Arábia Saudita. De acordo com o relatório, são países menos desenvolvidos no setor que tentam diminuir o atraso digital. Aliás, a população brasileira também tem investido bastante nesse tipo de serviço. Nós costumamos comprometer cerca de 7,3% da nossa renda com gastos ligados às telecomunicações (entre ligações telefônicas e conexões à internet).

Este é um índice que mostra que o Brasil ainda deixa a desejar na relação entre as tarifas de telefonia, acesso à internet e a renda da população. Ainda estamos ocupando o 93º lugar na tabela, o que significa que esses serviços de comunicação ainda são caros para os brasileiros. Para o SindiTeleBrasil (Sindicato das Operadoras de Telefonia), o alto preço no país é resultado da alta carga tributária - 43% -, e também das taxas de interconexão (valor extra cobrado quando o cliente faz ligações de uma operadora para outra).

Mais uma vez, o estudo mostrou que dos dez países mais conectados, oito ficam na Europa, enquanto no outro extremo da tabela estão 18 países africanos. Eles apresentaram o menor índice de desenvolvimento dos serviços de telefonia e acesso à internet em 2011 – ano em que foi baseado o estudo.

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