Oi escolhe não participar do leilão da internet 4G

Por Redação | 23 de Setembro de 2014 às 11h58
Divulgação

A Oi será a única grande empresa de telecomunicações brasileira a não participar do leilão da frequência que será usada para internet 4G. Mas não se trata de um indício de problemas, muito pelo contrário. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, a empresa registrou fato relevante junto à Comissão de Valores Mobiliários afirmando já ter a infraestrutura de internet necessária para atender a seus clientes e, por isso, não tem interesse em participar das negociações.

No documento, a Oi criticou também o fato de que a frequência só poderá ser utilizada a partir de 2019. Diante deste longo prazo, então, a companhia prefere manter sua estratégia de investimentos atual, trabalhando na melhoria da qualidade de seus serviços e também no aumento de sua cobertura, em vez de se comprometer com uma estrutura que só estará disponível daqui a cinco anos.

Além disso, a empresa disse ter para onde expandir caso necessário e que poderia utilizar a faixa que atualmente pertence à internet 2G para ampliar e modernizar seus serviços. A Oi ressaltou ainda um “portfólio diversificado” como motivo para não participar do leilão, já que hoje está em patamar de igualdade na competição dentro do mercado de telefonia móvel nacional.

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A demora no início da utilização da frequência destinada ao 4G é uma das principais críticas de todas as operadoras nacionais, mas não impediu que empresas como Claro, Vivo e TIM se registrassem para o leilão. O prazo estendido até 2019 se deve à ampliação no tempo necessário para que as emissoras de TV encerrem a transmissão de sinal analógico, liberando, assim, a faixa para aplicação da estrutura de internet móvel. É um método que, para a Anatel, reduzirá os custos de aplicação da tecnologia por aqui.

Além da Oi, a paranaense Sercomtel também não se registrou para participar do leilão, cujas propostas devem ser entregues ao governo nesta terça-feira (23). No dia 30 de setembro, na sede da Agência Nacional de Telecomunicações, os envelopes com os valores serão abertos e a organização vai anunciar o preço mais alto oferecido, abrindo espaço para novas ofertas dos concorrentes.

Nesta primeira fase do pregão, serão seis opções de lotes de frequência e a expectativa é que todos sejam vendidos, gerando uma arrecadação de R$ 7,7 bilhões. Caso alguma das faixas não tenha interessados, porém, ela será repartida em duas e colocada em leilão novamente, como forma de atrair o interesse de companhias menores que poderiam não ter condições de participar da oferta inicial.

Quanto maior o número de lotes adquiridos por uma operadora, maior será a infraestrutura que ela terá disponível para fornecer a internet 4G para seus clientes. Assim, dispensa-se o investimento adicional, num negócio que é visto pelo governo como bom para ambas as partes, já que auxilia, também, a compensar a queda na arrecadação de tributos federais.

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