Novo cabo submarino vai conectar Brasil aos Estados Unidos

Por Redação | 31 de Outubro de 2013 às 12h42
photo_camera Divulgação

Você entra na internet, conecta-se ao seu perfil no Facebook e tem acesso instantâneo a pessoas de todo o mundo. O que você talvez não sabe é que esse processo ultrarrápido só é possível graças a extensos cabos oceânicos que ligam cidades, países e até continentes.

O Brasil já tem quatro ligações, mas ganhará um reforço em 2015. Segundo informações do Valor Econômico, a empresa norte-americana Seaborn Networks vai investir US$ 400 milhões na construção de um cabo submarino que vai ligar os municípios de Nova Iorque e São Paulo. O percurso, que vai fazer uma pequena "escala" em Fortaleza (Ceará) terá 10,7 mil quilômetros e capacidade de transmitir 40 Terabytes por segundo.

Executivos da empresa afirmam que o novo cabo tem o objetivo de atender vários programas de internet brasileiros, como a demanda do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), as redes de telefonia móvel 4G, além do crescimento geral da infraestrutura de telecomunicações. A companhia conseguiu nesta semana um crédito junto à Agência Francesa de Crédito para a fabricação dos equipamentos, que serão produzidos pela francesa Alcatel-Lucent.

Hoje existem quatro cabos submarinos operando no Brasil. São eles: o Globonet, com extensão de 22 mil quilômetros, que era da Oi e foi vendido em julho deste ano para o BTG Pactual Infraestrutura II Fundo de Investimento e Participações; o Sam-1, com 25 mil quilômetros, da Telefônica; o SAC, com 22,2 mil quilômetros, da Global Crossing; e o Americas II, com 9 mil quilômetros, de um consórcio de empresas que inclui a Anatel. Há ainda um quinto cabo, o Atlantis II, que faz conexão do Brasil com os continentes europeu e africano.

Novos cabos submarinos estão em desenvolvimento por companhias nacionais. Em março, a América Móvel, responsável pela Claro, Embratel e Net, anunciou investimento de R$ 1 bilhão no lançamento do AMX-1, um outro cabo que vai conectar os Estados Unidos ao Brasil e países da América Central. A Telebras também estuda a instalação de um cabo de 6 mil quilômetros para conectar Fortaleza a Luanda, na Angola.

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