Nelson Tanure/JVCO denuncia práticas da TIM Brasil e de seus acionistas

Por Redação | 27 de Dezembro de 2012 às 13h08

A JVCO Participações decidiu instaurar procedimento arbitral na Câmara Internacional de Comércio (International Chamber of Commerce, ICC), em Paris, para exigir que a Telecom Italia cumpra suas obrigações com seus acionistas. A medida foi tomada após a empresa, controladora da TIM Participações, ter anunciado a revogação de um acordo na última sexta-feira (21).

A JVCO, representada pelo seu proprietário, Nelson Tanure, é uma acionista minoritária da TIM Brasil. Quem anunciou a decisão da JVCO de recorrer ao ICC foi sua controladora, a Docas Investimentos, que afirmou estar "determinada a não recuar na defesa da TIM contra atos de abuso do seu controlador, tampouco aceitar qualquer forma de intimidação, retaliação ou ameaça da Telecom Italia".

O anúncio, feito por meio de um comunicado, diz ainda que a quebra do acordo partiu apenas do lado da TIM Brasil, e isso aconteceu logo após a justiça do Estado do Rio de Janeiro decidir prosseguir com uma ação movida pela JVCO contra a Telecom Italia.

História antiga

Essa ação começou a tramitar em meados de outubro de 2012, quando a acionista minoritária da TIM Brasil acusou a controladora da empresa de abuso de poder. A JVCO exigia o ressarcimento por danos patrimoniais e morais.

A acusação se deu por conta de um possível exercício abusivo do poder por parte da Telecom Itália mediante sua filial brasileira, a TIM Brasil. A sede italiana da empresa estaria prejudicando os acionistas, já que a Telecom Itália possui 67% da operadora móvel brasileira.

A JVCO reivindicou uma quantia em dinheiro - não especificada - referente a uma indenização pela depreciação no valor de mercado da TIM, que este ano caiu 23%. Boa parte dessa queda é associada à saída do ex-presidente da empresa, Luca Luciani. Desde que Luciani deixou a companhia, seu valor foi reduzido em R$ 10 bilhões.

A empresa de Nelson Tanure responsabiliza a companhia italiana pela nomeação de Luciani para os cargos de membro do conselho de administração e presidente da TIM. E, segundo o acionista, quando ele foi nomeado, a empresa já sabia que Luciani estava sob investigação por suspeita de fraude.

Mas essa não é a primeira vez que Tanure e sua empresa, JVCO, criam caso acerca do grupo de telefonia. Também em outubro, ele acusou a TIM de não prever no balanço financeiro uma perda de R$ 6,6 bilhões, referente a contingências fiscais.

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