Governo não aceitará interferência no 4G na faixa dos 700 MHz

Por Redação | 15 de Outubro de 2013 às 16h25

Segundo o Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, o governo federal terá a preocupação em garantir que não exista interferência de sinal na faixa de 700 MHz entre emissoras de TV e internet móvel 4G.

"Claro que não pode haver interferência [no sinal das TVs]. Nesse ponto, é uma pressão que eles [Abert] fazem, com a qual nós concordamos. Não pode ter interferência porque isso viraria um aspecto muito negativo desse processo", disse o ministro. "Vamos ter todos esses cuidados. Mas a ideia é manter o calendário e o leilão no ano que vem", finalizou.

Atualmente, a faixa dos 700 MHz é utilizada por emissoras privadas e públicas da TV aberta, em sinal analógico. Estas emissoras (canais entre 52 a 69) terão que desocupar o espectro, tornado seus sinais digitais, para que então ele seja licitado e leiloado para operadoras, destinando-o à internet móvel 4G. A intenção é que o leilão da faixa dos 700 MHz seja realizado no primeiro semestre de 2014.

Por enquanto, as redes 4G no Brasil utilizam a faixa dos 2,5 GHz. A faixa dos 700 MHz, no entanto, devem permitir que área mais distantes sejam cobertas, incluindo área rurais.

O uso da faixa, entretanto, vem sendo questionado há um bom tempo. De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, Daniel Silviero, estudos feitos no Japão, que também utiliza a faixa dos 700 MHz, mostram que é necessário o uso de filtros, tanto em aparelhos de TV Digital (conversores) quanto em celulares, para que não ocorra a interferência. Os gastos com estes filtros podem chegar à soma de 3 bilhões de dólares.

Apesar das afirmações de Paulo Bernardo, o governo ainda não mostrou quais serão as soluções usadas para combater os problemas de interferência.

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