Governo estuda pacote de investimento de R$ 100 bi para expansão da banda larga

Por Redação | 06 de Março de 2013 às 13h35

O governo federal estuda um pacote de investimentos de mais de R$ 100 bilhões na expansão da banda larga e na troca dos fios de cobre por fibra ótica, que deverão ser somados aos planos estipulados no último ano para a construção e manutenção de infraestrutura de redes. As informações são do jornal A Folha de S. Paulo.

Os Ministérios da Fazenda, Comunicações e Planejamento discutem desde fevereiro uma proposta para substituição por completo dos fios de cobre, que são responsáveis por levar a internet para a casa da maioria dos brasileiros, por fibra ótica que aumenta a velocidade de transmissão. O assunto interessou muito a presidente Dilma Rousseff, já que estudos do Banco Mundial comprovam que quanto maior for o investimento na velocidade da internet, maior é o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de um país.

As autoridades determinaram o prazo de dez anos para o início dos investimentos, que não deverão contribuir apenas com a melhoria dos serviços prestados pelas operadoras e provedores de internet no país, mas também deverão gerar uma nova cadeia de produção para fornecer conexão de qualidade para empresas.

O governo e todas as partes envolvidas analisam dois modelos para a entrega dos investimentos. No primeiro modelo, o governo dividiria com todas as operadoras o custo do investimento - opção esta considerada a mais atraente pelo governo. Com isso, as empresas de telefonia ganhariam do governo parte dos bens que receberam na época da privatização da Telebras, assim como linhas de crédito no BNDES (Banco do Desenvolvimento Nacional). O espólio da Telebras é estimado em R$ 17,3 bilhões incluindo bens como prédios, orelhões, fios e até obras de arte que deveriam ser devolvidas pelas teles ao governo em 2025, quando acaba o período de concessão dos bens.

O governo, por sua vez, acredita que até o fim da concessão todos os bens da Telebras estarão sucateados e por isso seria muito vantajoso trocá-los por investimentos em banda larga. Além disso, nesse modelo, o governo também planeja encerrar a concessão da telefonia fixa, permitindo que as empresas prestem serviços em regime privado e determinem valores de chamadas, por exemplo. E o segundo modelo proposto prevê a criação de uma megalicitação, onde a concessão da telefonia fixa seria mantida e os bens da Telebras seriam mantidos em poder do governo.

Fique por dentro do mundo da tecnologia!

Inscreva-se em nossa newsletter e receba diariamente as notícias por e-mail.