Fornecedores alertam operadoras: 'cuidado para não subestimar o tráfego 4G!'

Por Redação | 11 de Outubro de 2012 às 10h57

Fornecedores e executivos do setor de telecomunicações alertaram na última quarta-feira (10) durante a Futurecom 2012, no Rio de Janeiro, sobre os riscos que as operadoras correm de subestimar o tráfego de dados na rede 4G. Os especialistas afirmam que algo parecido já aconteceu com a rede 3G e a experiência do usuário se viu prejudicada.

De acordo com o TI Inside, Juan Pablo Anadón, diretor de soluções da Alcatel-Lucent, alertou as operadoras para que elas façam vistorias e análises nos terminais de transmissão 4G que serão lançados para planejar melhor suas ações com a conexão da quarta geração.

Especialistas ainda afirmaram que uma forma de garantir a experiência do usuário é investir em redundância da cobertura 4G. O Brasil está muito distante de ter uma abrangência completa da nova rede e, para ter uma ideia, o país possui 55 mil ERBs (Estações de Rádio Base) - a mesma quantidade da Inglaterra, que tem um quarto da população brasileira e 3% do nosso território.

"O custo de redundância concorre com impostos, investimentos em fibra, dificuldade de se conseguir autorizações para novas antenas etc. Enquanto isso for desigual, as redes do Brasil vão sofrer do ponto de vista de redundância", ressaltou José Augusto de Oliveira Neto, CTO da Huawei.

Além disso, a frequência do 4G que será adotada no país de 2,6GHz tem baixa penetração em ambientes fechados, o que figura como mais uma dificuldade para a implantação desse sistema.

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