Fim da validade dos créditos de celular pode aumentar o preço da telefonia

Por Redação | 22.08.2013 às 18:49
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A decisão judicial que proíbe que as operadoras de telefonia móvel definam prazos de validade para os créditos de celulares pré-pagos está gerando muita discussão. O SindiTelebrasil, sindicato que representa as operadoras de telefonia no país, já disse que, se a decisão não for revogada, o preço dos serviços vai aumentar.

Outros motivos para o sindicato lutar conta a proibição do prazo de validade dos créditos incluem o gasto com a manutenção de linhas, que servirão apenas para receber ligações, e também a escassez de números disponíveis que isso pode causar.

As operadoras de telefonia precisariam inserir um custo adicional de manutenção de uma linha que não está sendo usada, afinal, mesmo que uma pessoa compre um chip e nunca mais coloque crédito ela precisará continuar a receber ligações, e isso gera um custo para a empresa.

"A prestação do serviço na modalidade pré-paga só é sustentável se houver uma receita média por terminal compatível com os custos inerentes à prestação deste serviço, como operação e manutenção das redes e plataformas agregadas e estruturas de atendimento", explicou o SindiTelebrasil por meio de nota.

O problema da falta de números disponíveis para novos usuários é algo que já afetou as operadoras, tanto que elas precisaram investir em mudanças nas redes para a criação do nono dígito, que começou por São Paulo e deverá se estender progressivamente por todo o país.

As prestadoras de telefonia móvel deverão recorrer da decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) para manter a validade dos créditos do sistema pré-pago pago. O SindiTelebrasil diz ainda que é preciso analisar cuidadosamente esse tipo de mudança, de forma a mensurar seus impactos em todo o sistema, para evitar prejuízos para o setor e especialmente para seus usuários. "Outros setores também usam prazos de validade para seus produtos, como o setor aéreo, por exemplo. As passagens têm um prazo determinado para serem usadas, caso contrário perdem a validade", exemplifica o sindicato.