Faixa de 1,8 GHz também pode ser liberada para rede 4G, segundo Paulo Bernardo

Por Redação | 26 de Fevereiro de 2013 às 15h56
photo_camera Kero Dicas

Nesta terça-feira (26), o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que as empresas de telefonia móvel que vencerem a licitação para uso da faixa de 700 MHz para implantação do 4G LTE deverão arcar com muitas obrigações, mas também levam o direito de utilizar outras frequências.

O ministro afirmou que a Anatel vai cuidar para que as demais frequências, com pouco uso, sejam aproveitadas para a expansão da rede 4G. Ele também aproveitou para esclarecer que é a favor do compartilhamento das redes de acesso de rádio pelas operadoras, que recentemente demonstraram interesse em se unir para compartilhá-las. As declarações foram feitas durante o Mobile World Congress (MWC) 2013.

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"Queremos transformar ao máximo essas frequências em investimentos, por isso vamos ter mais obrigações. Mas será possível cumprir obrigações usando outras frequências. Temos 1,8 GHz, que hoje é praticamente usado para 2G, e que poderá ser usado para LTE", explicou Paulo Bernardo, segundo informações do TelaVivaNews.

Durante o MWC, operadoras da Europa criticaram a maneira como o governo brasileiro lida com o setor de telecomunicação, principalmente em relação aos valores cobrados e o excesso de exigências regulatórias. Bernardo se manifestou alegando que o preço do conjunto das posições políticas é realmente caro, e que todos querem as novas frequências, pois "quem tem mais conquista mais clientes".

Investimentos no setor de telecomunicações e o famoso projeto de lei das antenas (que ainda tramita na Câmara) também foram assuntos abordados pelo ministro, que afirmou que o governo quer ajudar o setor a se desenvolver e buscar mais investimentos em infraestrutura.

Em relação ao processo burocrático para instalação de antenas enfrentado por operadoras em diversas regiões do país, Bernardo disse que vai conversar pessoalmente com os prefeitos de algumas cidades para tentar convencê-los de que as regras precisam ser mais flexíveis, principalmente devido à grande demanda. "Já conversei sobre isso com o prefeito Fernando Haddad, de São Paulo e vou fazer com outros, tentando mostrar a nossa posição", disse o ministro.

Leia também: 4G: Ministro pede que prefeitos facilitem a instalação de antenas de telefoniaonteúdo original e não faça uso comercial de nossa produção.

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