Empresas avisam: pode faltar sinal de rede móvel na Copa do Mundo

Por Redação | 18 de Março de 2014 às 15h50
photo_camera Divulgação

A Copa do Mundo 2014 já está quase aí e se você é um dos sortudos que conseguiu comprar ingressos para ver os jogos do mundial, esta pode ser uma notícia não muito animadora. De acordo com informações do G1, as obras de instalação de equipamentos de telefonia e internet móvel no Itaquerão e na Arena da Baixada podem não ficar prontas até a data dos jogos.

A declaração foi feita por Eduardo Levy, diretor-executivo do Sindicato das Operadoras de Telefonia Móvel (SindiTelebrasil), que já havia dito anteriormente que alguns estádios da Copa poderiam apresentar problemas de rede logo no início do evento esportivo. Segundo ele, as falhas podem afetar tanto chamadas telefônicas, quanto o acesso à internet por tablets ou celulares nesses locais.

Como informa a revista VEJA, o risco do Brasil oferecer uma infraestrutura com falhas de rede é um dos assuntos recorrentes de Jérôme Valcke, secretário geral da FIFA, que já afirmou em entrevistas a demora no início da montagem das estruturas temporárias para o mundial - as chamadas "coberturas indoors". Segundo Levy, dos 12 estádios que vão receber jogos durante a competição, apenas os da capital paulista e paranaense não haviam fechado acordo para a instalação dessas coberturas.

O principal motivo na demora no acordo da entidade com o Corinthians e o Atlético-PR (times responsáveis pela manutenção das arenas) ocorreu por falta de entendimento quanto ao valor do aluguel que as empresas de telefonia têm que pagar pelo espaço que vão ocupar dentro dos estádios com seus equipamentos. As negociações começaram em maio de 2013, mas só agora, a menos de três meses do início do evento, é que as companhias fecharam o acordo.

O SindiTelebrasil estima que serão investidos aproximadamente R$ 200 milhões para garantir aos clientes das operadoras Claro, Oi, Vivo e TIM acesso aos serviços de telefonia e internet móvel dentro dos 12 estádios que receberão os jogos da Copa. Celso Birraque, diretor de rede de acesso da operadora Claro, disse no mês passado que todos os equipamentos instalados para o mundial continuarão nas arenas depois que o evento acabar se houver renovação do aluguel junto às concessionárias dos estádios.

Contando a partir desta terça-feira (18), as empresas de telefonia têm exatos 86 dias para fazer a implantação dos equipamentos necessários para cobrir os estádios, entre eles centenas de pequenas antenas espalhadas por todo o local e uma rede de cabos de fibra óptica. O problema é que, segundo a SindiTelebrasil, o prazo médio para concluir um processo como esse demora em média 150 dias. Dessa forma, a falta de tempo pode fazer com que parte das antenas não seja colocada ou que alguns pontos da arena não tenham cobertura de sinal - a previsão era de que cada estádio recebesse pelo menos 300 antenas para reforçar o sinal de telefonia.

Nos estádios de Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e Salvador, que receberam jogos da Copa das Confederações no ano passado, a cobertura está em fase de ajustes finais. Já em Cuiabá, Manaus, Natal e Porto Alegre, as obras começaram mais tarde, no final de 2013, mas, de acordo com a entidade, vão ficar prontas até a Copa.

Em todo o caso, especialistas afirmam que mesmo que tudo fique pronto a tempo, os usuários precisam estar preparados para falhas nas redes de telecomunicações nos estádios. "Durante a Copa das Confederações, em momentos de pico como antes dos times entrarem em campo, no momento de um gol e no intervalo, há grande demanda por dados. Se todo mundo resolver publicar foto ao mesmo tempo, não há sistema ou espectro que resista", comentou Eduardo Levy.

E o problema de rede não é só nas arenas onde vão acontecer os jogos. Ao que tudo indica, alguns equipamentos importantes não estarão funcionando em alguns aerorportos durante o mundial esportivo, já que alguns desses sistemas possuem tecnologia de ponta e ainda precisam passar por testes e transferência de operações. Pelas regras internacionais, esse é um processo que leva, no mínimo, seis meses. Leia mais.

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