Copa 2014: abertura no Itaquerão sofreu "congestionamento" de telefonia celular

Por Redação | 16.06.2014 às 11:49 - atualizado em 16.06.2014 às 16:25
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Nos meses que antecederam o início da Copa do Mundo 2014, empresas e operadoras de telecomunicações brasileiras alertaram em várias entrevistas que a internet dentro dos estádios poderia falhar. Dito e feito: no jogo de abertura do mundial entre Brasil e Croácia, que aconteceu na última quinta-feira (12), os torcedores enfrentaram dificuldades para acessar a web por meio de seus smartphones.

De acordo com dados do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil), o "congestionamento" na rede ocorreu devido ao grande número de acessos feito simultaneamente pelos milhares de usuários. No total, foram realizadas 135 mil ligações a partir de telefones celulares de dentro da Arena Corinthians e mais de 1 milhão de comunicações de dados foram utilizadas, incluindo envio de e-mails, fotos, redes sociais e mensagens multimídia, com tamanho médio de 0,55 MB.

A entidade destaca que, mesmo com o curto prazo para a instalação de equipamentos (menos de dois meses), a infraestrutura de cobertura indoor montada pelas prestadoras permitiu que todos os visitantes utilizassem serviços de telefonia e de conexão à internet móvel. "Na partida entre Brasil e Croácia, o maior volume de dados trafegados na Arena de São Paulo ficou concentrado na tecnologia 3G, que teve picos de tráfego e congestionamentos momentâneos", disse.

Segundo o SindiTelebrasil, entre 13h e 20h foram realizadas 857 mil comunicações de dados no 3G e 285 mil no 4G (26% do tráfego total). O pico de conexões ocorreu entre 14h30 e 15h30, um pouco antes e durante a cerimônia de abertura, mas os índices se manteram elevados até o início da partida, às 17h. Já o maior volume de ligações foi registrado entre 13h e 15h, no momento em que os torcedores começaram a chegar no estádio para assistir ao jogo. "A rede para chamadas telefônicas apresentou desempenho satisfatório, mesmo nos momentos de pico", informou em nota a empresa.

Infraestrutura

Copa do Mundo

Torcedores lotam o Itaquerão para ver Brasil e Croácia na abertura da Copa. (Foto: Felipe Dana/AP)

O SindiTelebrasil também divulgou algumas informações sobre a parte técnica de toda a cobertura de telefonia dentro do estádio. Segundo a entidade, a cobertura indoor conta com 337 antenas interligadas por 12 quilômetros de fibras ópticas, enquanto a área externa da arena foi reforçada com 22 antenas móveis. Essa estrutura, segundo a entidade, é suficiente para 458 mil chamadas de voz em uma hora, além de 12 mil conexões de internet simultâneas.

Assim como em São Paulo, as prestadoras de serviços de telefonia móvel instalaram a cobertura indoor nos outros 11 estádios que sediam os jogos da Copa do Mundo. Ao todo, 4.738 antenas fazem parte da infraestrutura interna instalada pelas prestadoras nas arenas. Ao todo, os 12 estádios da Copa possuem 164 quilômetros de fibras ópticas que interligam 3.724 antenas de telefonia celular da cobertura indoor e 1.014 antenas de Wi-Fi, que servem para reforçar a capacidade de transmissão de dados.

A cobertura indoor usa uma tecnologia de última geração que atende aos serviços de voz e dados nas tecnologias 2G, 3G e 4G. Para a instalação da infraestrutura de telefonia móvel e banda larga, as prestadoras Claro, Oi, Nextel, Tim e Vivo fizeram uma parceria para a implantação de um projeto único, com investimentos de R$ 226 milhões e infraestrutura compartilhada. Os equipamentos das empresas ficam instalados em uma sala e dali parte uma rede de fibras ópticas que levam o sinal até uma série de pequenas antenas distribuídas ao longo de cada estádio para garantir cobertura nas arquibancadas, camarotes, vestiários, corredores, praças de acesso e estacionamentos internos.

Toda a infraestrutura nos 12 estádios da Copa ficará como legado nas cidades que sediam os jogos. Segundo a SindiTelebrasil, as empresas de telefonia também investiram R$ 1,3 bilhão para melhorar a cobertura de sinal, incluindo a instalação de 10 mil quilômetros de fibras ópticas e de 15 mil novas antenas de 3G e 4G. Os clientes das prestadoras contam ainda com aproximadamente 120 mil pontos de Wi-Fi nos 12 municípios – só em São Paulo são 4.394 antenas e 3,2 mil pontos de rede sem fio.

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