Brasil terá 100% de cobertura 3G apenas em 2019

Por Redação | 29.05.2014 às 08:22
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A internet móvel de quarta geração (4G) chegou ao Brasil no ano passado, mas ainda enfrenta dificuldades para se popularizar, seja pela falta de infraestrutura ou pelos preços elevados do pacotes vendidos pelas operadoras. Enquanto isso, o 3G continua crescendo, e deve ultrapassar o número de usuários 2G agora em julho. Mesmo assim, o país só deve estar totalmente coberto pelo sinal de 3G em 2019.

Quem deu essa afirmação foi o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, em audiência pública no Senado nesta terça-feira (27). Segundo o jornal Estado de São Paulo, a demora na instalação do serviço acontece porque as obrigações de cobertura impostas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) são gradativas e, por isso, "é razoável que as empresas façam investimentos dos grandes centros para os pequenos centros".

"É verdade quando as empresas dizem que é difícil instalar infraestrutura no País, mas o Congresso está votando uma lei de antenas, que inclusive já foi aprovada pelo Senado. Isso vai ajudar a melhorar a instalação de infraestrutura. Às vezes, tem cinco mil pessoas usando a mesma antena, é evidente que não vai funcionar", disse Bernardo. Ele também reconheceu que existem reclamações em lugares onde o serviço ainda não é oferecido.

O ministro afirmou que o principal problema do setor de telecomunicações no Brasil é a falta de redes de transporte e acesso de fibras ópticas integrando as diversas regiões do país. Atualmente, 47% dos municípios brasileiros não têm nenhuma conexão com fibra óptica e cerca de 5% a 7% desses locais, principalmente os localizados na Amazônia, terão que ser atendidos por satélite devido a dificuldades de se construir uma rede de fibras ópticas na floresta.

A previsão é de que novas regras sejam implementadas na segunda fase do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL 2.0), que ampliará os investimentos em estruturas de alta velocidade. Sobre o atual PNBL, Bernardo afirma que foram feitos muitos avanços, "mas que ainda há limitação de infraestrutura".