Associação tenta definir requisitos para rede 5G, mas deixa tudo mais confuso

Por Redação | 15 de Dezembro de 2014 às 12h51

A internet móvel de quarta geração, a 4G, ainda nem fincou seus pés no mercado e já tem gente de olho na 5G. Embora a tecnologia já venha sendo o foco de alguns debates e projetos de grandes empresas do segmento mobile, até há pouco tudo estava um tanto quanto indefinido.

Para tentar resolver esse problema, a Associação Global para Comunicação Móvel (GSMA, na sigla em inglês) publicou um documento online que contém as definições do 5G. Na teoria, o objetivo é tentar ajudar as pessoas a entenderem o que esperar da tecnologia; mas, na prática, alguns pontos são bem confusos e desencontrados. Confira:

  • Conexão de 1 a 10 Gbps;
  • Latência de 1 milissegundo;
  • Largura de banda mil vezes maior do que a atual;
  • Possibilidade de conectar 100 vezes mais aparelhos do que atualmente;
  • Cobertura que faça o usuário acreditar que é de 100%;
  • Economia de 90% no gasto de energia de rede;
  • Bateria de 10 anos para aparelhos M2M conectados à Internet das Coisas.

O problema é que o próprio grupo admite que nenhum serviço ou aplicação terá que cumprir esses requerimentos para poderem usar a rede de quinta geração e que, na verdade, alguns deles sequer são características da 5G. Por conta disso, fica a dúvida do motivo desses quesitos existirem ou terem sido criados.

O pessoal do The Register, por sua vez, acredita que essa confusão toda só será esclarecida quando as coisas começarem a tomar forma e quando existir uma demanda efetiva de usuários. Até lá, por mais que grupos tentem definir as características da 5G, tudo será bem confuso e sem sentido - como é esse caso.

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