Antenas em postes de luz devem ajudar a aumentar a cobertura das operadoras

Por Redação | 05 de Setembro de 2013 às 15h00

A falta de antenas é um problema que prejudica o serviço de telecomunicação no Brasil, principalmente devido a questões burocráticas e urbanísticas. Mas a operadora Telefônica/Vivo resolveu inovar e utilizar os postes de iluminação para instalar antenas mais "amigáveis".

A estratégia está sendo analisada por outras operadoras, como Oi, TIM, Claro e Nextel. O projeto-piloto chamado "Site Sustentável" foi lançado pela Vivo há cerca de quatro meses, com ajuda do SindiTelebrasil e aprovado pela prefeitura do Rio de Janeiro.

A operadora já substituiu dez postes de luz no Rio de Janeiro, no qual foram instaladas as novas antenas, e a expectativa é ampliar o projeto para outros municípios. Até o fim de 2013 serão 70 postes e, até abril de 2014, 100 instalações. Em setembro, a novidade começará a ser implantada em Manaus, e a empresa está em negociação com os governos de São Paulo, Aracaju e Distrito Federal.

As antenas, que são uma alternativa às estações radiobase (ERBs), foram desenvolvidas usando apenas equipamentos e tecnologia nacionais, possuem cerca de um metro de altura e podem ser instaladas em postes de iluminação pública. Os outros componentes responsáveis pelo funcionamento das antenas ficam instalados abaixo do solo em caixas de plástico reforçado com fibra de vidro para evitar a entrada de água e umidade nos circuitos, evitando assim instalar elementos novos no mobiliário urbano. Recentemente, a Vivo entrou com pedido para patentear a tecnologia, mas diz estar disposta a abrir mão da patente para que outras operadoras adotem o projeto.

Dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) mostram que, atualmente, existem cerca de 60,4 mil torres de telecomunicações no Brasil. Porém, a demanda não para de crescer, e esse volume se tornou insuficiente. O aumento do uso de tablets e smartphones nos últimos anos provocou um aumento de 200% no tráfego de rede no país.

As restrições urbanísticas impostas por legislações municipais são um grande problema para as operadoras. Elas fazem com que a aprovação para instalação de novas torres demore até um ano para sair. "Existem mais de 250 municípios com legislações próprias para a instalação de antenas e todas muito restritivas", declarou o diretor do SindiTelebrasil, Carlos Duprat, à agência de notícias Reuters.

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