Amdocs apresenta nova solução para gerenciamento de voz sobre LTE

Por Rafael Romer | 06 de Maio de 2014 às 10h34

A empresa norte-americana do setor de soluções de rede e telecomunicações Amdocs apresentou oficialmente na última semana ao mercado brasileiro sua nova solução de gerenciamento de voz sobre redes LET, a VoLTE Controller.

A solução padrão de PCRF virtualizada foi anunciada durante o congresso LTE Latin America, realizado no Rio de Janeiro, e é projetada para suportar processos e recursos em alta definição (HD), além de uma experiência superior de voz através de LTE.

A VoLTE Controller pode operar em ambiente dedicado de hardware ou através de uma aplicação virtualizada com serviços previamente empacotados, o que permite que a implementação seja feita em até dois meses. A solução também prevê alta escalabilidade para suportar uma demanda até dez vezes superior ao de VoLTE.

A expectativa é que a nova solução tenha boa receptividade em um cenário no qual operadores desejam ampliar suas capacidades de administração de recursos de rede através de um gerenciamento otimizado conforme a demanda.

"Ela permite ajustar os parâmetros para dinamicamente melhorar a rede para onde tenha mais tráfego", explicou o presidente da Amdocs Brasil, Nelson Wang, em entrevista ao Canaltech. "Por um lado monetizar pelo uso da rede de dados, mas também otimizar seu investimento".

A Amdocs já oferece suporte a serviços VoLTE com o sistema para uma operadora norte-americana e também como parceira para suporte e controle de políticas VoLTE por uma grande prestadora de serviços europeia. Os nomes, no entanto, ainda não foram divulgados.

Rede pressionada

A empresa também divulgou os resultados de sua pesquisa global sobre o tráfego de dados móveis, a State of the Radio Access Network (RAN), que avaliou o estado de mais de 100 mil dispositivos móveis e quatro milhões de conexões de voz e dados no período entre dezembro de 2012 e dezembro de 2013.

O estudo constatou que a participação de dados já representa quase a totalidade do tráfego de RAN, saltando para 98% contra a média de 90% observada no mesmo período do ano passado. "As comunicações estão cada vez mais orientadas a dados", disse a empresa.

Ainda de acordo com ela, o resultado é puxado principalmente pelo consumo de dados e compartilhamento de conteúdo por assinantes de smartphones e tablets, que cresceu 111% nos 12 meses analisados. No mesmo período, ligações de voz cresceram 16%.

As novas redes 4G (LTE) também melhoraram sensivelmente a conectividade do usuário, mas não aumentaram o tráfego de dados de maneira expressiva. Apesar de resultar em um crescimento de consumo de dados por se aproximar a experiência de uma banda larga fixa, o 4G não levou a uma mudança dos padrões de uso.

A adoção de aparelhos mais modernos, por outro lado, influencia bastante esse uso. De acordo com os dados da pesquisa, smartphones lançados em 2013 geram um consumo 40% maior do que aqueles lançados em 2012 e 7 vezes superior em relação aqueles lançados em 2009.

O resultado disso é que redes RAN estão sobre uma pressão crescente, o que leva a uma experiência de usuário pior do que nos anos anteriores. Isso se reflete em dificuldades como a sobrecarga das redes, que levou a um aumento de 121% no número de chamadas de voz e dados perdidas nos últimos doze meses.

O número total de ligações perdidas tem dobrado ano a ano desde 2009. Em localidades de alta demanda como regiões comerciais, universidades ou hubs de transporte consideradas críticas, as taxas de ligações perdidas chegaram a 17%.

Da mesma forma, o tráfego de dados vem se tornando uma reclamação cada vez maior para o assinante. As principais reclamações aparecem por conta da falta de cobertura de dados (47%), seguida pela limitação de pacotes mensais (30%) e pelos custos extras de downloads (16%).

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