AT&T compra DirecTV de olho no mercado brasileiro

Por Redação | 20 de Maio de 2014 às 14h54

A AT&T (American Telephone and Telegraph) Corporation, principal companhia norte-americana de telecomunicações, fechou no último domingo (18) um acordo para a compra da DirecTV, operadora de TV por satélite dos EUA, numa transação de US$ 48,5 bilhões. E, ao que tudo indica, um dos principais motivadores do negócio é o potencial de crescimento de TV por assinatura e banda larga móvel do mercado brasileiro.

A DirecTV possui cerca de 93% da Sky Brasil. De acordo com o site da revista Veja, em 2013 a empresa tentou adquirir a GVT, da francesa Vivendi, que fornece banda larga, telefonia e TV paga em 149 cidades brasileiras. O negócio, no entanto, teria degringolado pelo baixo valor oferecido pela DirecTV. De olho nesse movimentado mercado que une os serviços de telefonia e TV por assinatura, e que tem crescido com a ascensão da nova classe média, a AT&T estaria planejando, através da aquisição da DirecTV, a compra da TIM, segunda maior operadora de telefonia móvel do Brasil.

Os analistas acreditam que isso pode dar à operadora norte-americana a oportunidade de acelerar o desenvolvimento da DirecTV no segmento de banda larga móvel de alta velocidade no Brasil, ganhando acesso aos 73 milhões de clientes da TIM no país.

"A DirecTV é a melhor opção porque tem uma marca reconhecida na TV paga, a melhor relação com conteúdo e um negócio em crescimento na América Latina. Juntas, ela e a AT&T poderão reforçar a inovação e proporcionar novas escolhas aos clientes", disse o presidente da AT&T, Randall Stephenson, em um comunicado oficial reproduzido na CNN.

A DirecTV tem 18 milhões de assinantes na América Central e América do Sul e é a maior fornecedora de TV paga via satélite da região. Para concretizar o negócio, a AT&T afirmou que venderá sua fatia de US$ 5 bilhões na América Móvil, de Carlos Slim, dona da Claro no Brasil.

Considerada as "jóias da coroa" nos últimos anos, a DirecTV responde por 95% do crescimento da base de assinantes na América Latina. A expectativa é que a empresa arrecade entre 8 e US$ 9 bilhões na região até 2016.

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