95% das cidades devem ter conexão de fibra ótica até 2019, diz governo

Por Redação | 19 de Maio de 2014 às 10h47

A chegada da Copa do Mundo e a cobertura assegurada pela rede 4G nas cidades que servirão de sede para os jogos foram apenas o primeiro passo. O Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, revelou que o governo tem a meta de garantir a conexão de fibra ótica em pelo menos 95% dos municípios brasileiros pelos próximos cinco anos.

E o trabalho começa já neste ano, quando será realizado, em agosto, um novo leilão de faixas para operação da internet 4G. Com a tecnologia já operando por aqui, o ministro espera que haja maior concorrência e também um aumento na arrecadação do governo, que prevê a entrada de R$ 7,5 bilhões em troca da licenças de operação.

A meta pode ser considerada apertada por alguns, mas para Bernardo, é essencial. De acordo com informações publicadas pelo G1, para o ministro as vendas de tablets e celulares já ultrapassam as de PCs no Brasil e “as pessoas não querem mais telefone ou computador que estejam amarrados por fios”. Foi justamente desse movimento que veio a ideia de ampliar a infraestrutura, de forma a garantir o crescimento contínuo do mercado e também a satisfação dos clientes.

Além disso, o ministro lembra que a oferta de internet rápida e sem fio é uma forma de reduzir a desigualdade, já que os valores e velocidades operados pelas empresas de telefonia são diferentes de acordo com a região. Ele cita, por exemplo, o caso de Brasília, afirmando que no Plano Piloto uma conexão de 10 Mbps pode ser adquirida por R$ 50, enquanto nas periferias a velocidade de 1 Mbps custa R$ 80.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também receberá um aporte de R$ 30 bilhões para serem investidos em projetos que fomentem a conectividade 4G. A entrada do dinheiro ampliará ainda mais a dívida do órgão com a União, mas deve ser importante para fomentar a banda larga por fibra no Brasil.

Em busca de parcerias

Sob ordens da presidente Dilma Rousseff, o ministro Paulo Bernardo realiza em junho uma viagem aos Estados Unidos e Europa com o intuito de buscar parcerias e atrair investidores para o leilão do 4G. A ideia é trabalhar a concorrência e a competição, além de conversar sobre alguns dos pontos que são essenciais para as empresas que desejarem trabalhar nessa faixa.

É o caso, por exemplo, da cobertura em áreas rurais ou isoladas que merecem atenção especial. De acordo com Bernardo, quatro companhias já toparam participar do leilão e estão de acordo com os termos fixados pelo governo federal, que acredita que uma cobertura de celular e internet nesse tipo de região pode contribuir muito para o desenvolvimento.

A chegada da Copa do Mundo será o grande assunto do governo durante a viagem. 80% das capitais que sediarão jogos já possuem cobertura de internet 4G e todos os estádios que receberão os jogos do mundial já contam com a tecnologia. Em cada arena foram instalados dois anéis de fibra ótica para garantir o acesso e a transmissão de conteúdo em alta definição pelas empresas que vão cobrir as partidas.

Apesar disso, Bernardo vê que essa infraestrutura não será suficiente. Por isso, pontos de internet sem fio também serão instalados nos estádios como forma de assegurar o acesso e garantir suporte adicional à navegação e compartilhamento de conteúdo.

Na última quinta-feira (15), durante jogo-teste na Arena da Baixada, em Curitiba, o Canaltech testou a qualidade da conexão disponível no estádio. Problemas de instabilidade com a operadora Tim e a ausência de Wi-Fi liberado para os torcedores geraram um resultado apenas regular, com funções básicas satisfatórias mas bastante dificuldade para acessar a internet e compartilhar imagens do espetáculo.

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