5G nas Américas

Por José Otero | 25 de Maio de 2015 às 11h41

Várias empresas e organizações participam atualmente da definição de normas e características técnicas da tecnologia móvel de quinta geração ou 5G. A definição do padrão oficial da tecnologia que será conhecida como 5G está prevista para 2016. Há, no entanto, consenso geral de que essa inovação tecnológica precisa cumprir com certos princípios.

Primeiramente, o 5G deve atender à demanda crescente de capacidade que era esperada para 2020 e depois. Também é preciso levar em consideração o ecossistema da rede como um todo integrado, o que inclui a interface aérea, os aparelhos e o transporte de dados, entre outros.

Cabe mencionar igualmente que o desdobramento do 5G deve incluir o tempo necessário para o aparecimento de avanços reais da tecnologia, a realização de estudos de viabilidade, padronização e o desenvolvimento de produtos necessários de uso efetivo. A tecnologia 5G será um investimento fundamental para as Américas, o que significa atender expectativas no tocante à demanda de serviços de conectividade na região, com vistas ao desenvolvimento da população nas áreas de saúde, educação, desenvolvimento econômico e bem-estar geral, entre outras.

Enquanto o 5G se desenvolve para estar disponível no futuro, algumas normas desta tecnologia serão incorporadas como características da atual tecnologia 4G, LTE, em suas extensões e melhoras futuras.

Embora algumas das características esperadas da tecnologia móvel 5G possam ser incluídas em novas versões do 4G, é necessário pensar que cada geração tecnológica foi criada como uma evolução da geração anterior. Portanto, embora o 2G fosse pensado para mais capacidade de serviços de voz e alguns serviços de valor agregado, o 3G para inclusão de banda larga em telefones celulares e outros aparelhos e o 4G para um aumento significativo das velocidades de conexão, o 5G vem sendo projetado como uma boa resposta de conectividade para novas possibilidades em matéria de tecnologia em desenvolvimento atualmente.

Dentre os muitos fatores que movem a demanda do 5G, existe a Internet das Coisas, que inclui, entre outras, aplicações M2M em redes celulares e novas tendências de comunicação na área da segurança pública. Também existe um aumento no consumo de vídeos, aplicações de videogames e maior uso de dados móveis: mais pessoas conectadas com mais aparelhos por pessoa, isto é, aplicações e serviços que usam banda larga. Outro fator é a substituição de redes de telefonia de comutação por novas tecnologias de comunicação.

O exposto significa que, além de continuar com o desenvolvimento da tecnologia atual, é preciso criar um novo padrão de comunicação de forma integrada, desde o início, para superar novos desafios expostos pelo setor de telecomunicações.

Por fim, para que o 5G seja um fator de sucesso na América Latina, com um desdobramento rápido na região, é imperativo um aumento da penetração de conexões de banda larga por família, além de uma implantação nacional de fibra ótica.

O 5G deve oferecer opções em massa para aliviar o tráfego através de células pequenas (small cells), mas ao mesmo tempo existe uma necessidade cada vez maior de conexões de fibra ótica para cada estação rádio base. Em ambos os aspectos, as áreas rurais estão em desvantagem.

Em outras palavras, a rápida expansão do 5G na América Latina vai depender muito da disponibilidade de fibra na região.

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