5G estará disponível comercialmente a partir de 2020

Por Redação | 07 de Janeiro de 2016 às 10h01

A CES 2016 foi palco de um painel sobre o 5G e o prazo que a indústria levaria para implementar a tecnologia e disponibilizá-la para os consumidores. Franklin Flint, CTO da Telecommunications Industry Association, conduziu o quadro e questionou alguns representantes do setor de telecom sobre o caso.

"Passamos por indefinições parecidas nas fases iniciais do 3G e do 4G", disse Fran O'Brien, CTO da equipe de mobilidade da Cisco. "Por enquanto, o 5G é apenas marketing", acrescentou. O executivo da Cisco também ressaltou que o padrão 5G não estará concluído até 2020.

Já o vice-presidente sênior de engenharia da Qualcomm, Ed Tiedemann, espera ver um "trabalho sério de tecnologia" para definir o padrão começando em março deste ano. A partir de então, o padrão 5G seguirá um cronograma que prevê a sua primeira fase de liberação "lá pela segunda metade ou talvez terceiro trimestre de 2017", e a segunda fase antes do final de 2019.

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Segundo Tiedemann, as empresas que prometerem uma implantação da tecnologia móvel antes de 2020 certamente não estarão alinhadas com o processo de normatização do 5G. Para O'Brien, a velocidade de 20 Gbps por usuário pode não chegar a se concretizar devido às limitações dos dispositivos móveis atuais. Realisticamente, a tecnologia 5G deve se concentrar em oferecer uma conexão de 100 Mbps por usuário.

Outro fator que deverá complicar a implementação do 5G é a evolução para acomodar uma ampla gama de dispositivos. O CTO e diretor de estratégia da Ericsson América do Norte, Glenn Laxdal, acredita que a Internet das Coisas, que requer dispositivos de baixa potência e de longo alcance, será um caso de uso importantíssimo para o 5G. A nova tecnologia móvel também terá que lidar com a alta definição de vídeos por streaming simultâneos para milhões de usuários.

As organizações industriais "só começarão a mover cargas de trabalho de missão crítica para plataformas móveis 5G quando elas forem altamente confiáveis e seguras", disse Laxdal. Diferente do 4G, o 5G deverá ir além de celulares e tablets, atuando também em diversas frentes, cada uma com necessidades distintas.

Fonte: Network World

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