4G cresceu 121% na América Latina em 2016, diz GSMA

Por Redação | 02 de Março de 2017 às 16h09

O número de conexões 4G na América Latina teve um aumento de 121 por cento no ano passado, de acordo com os dados mais recentes da GSMA Intelligence, empresa de consultoria da GSMA, organizadora do Mobile World Congress. A taxa de crescimento foi quase o dobro da média global e foi impulsionada pelo investimento contínuo em redes e serviços 4G por operadoras móveis na região.

O número de conexões 4G na América Latina atingiu 113 milhões no final de 2016 (17%o do total de conexões), em comparação com 51 milhões no ano anterior. A previsão é que o número ultrapasse os 300 milhões até o final da década, representando, nessa ocasião, quase 40% do total de conexões na região.

Um total de 97 operadoras móveis lançaram comercialmente redes 4G em 39 países da América Latina até o final de dezembro de 2016, e a expectativa é que muitas outras lancem 4G nos próximos anos. Segundo a GSMA Intelligence, as redes 4G já cobrem 68% da população latinoamericana hoje, e devem cobrir 83 por cento da população da região até 2020.

Os dados mostram que o crescimento da tecnologia 4G na América Latina também se correlaciona fortemente com a adoção de smartphones. Os smartphones representaram 55 por cento do total de conexões móveis na região no final de 2016.

Segundo Sebastian Cabello, diretor da GSMA para América Latina, o forte investimento das operadoras móveis na América Latina está impulsionando a migração para redes de alta velocidade, mas uma modernização regulatória é necessária para o desenvolvimento do ecossistema digital e promover a inovação.

"Em face de uma economia digital em rápida evolução, os quadros regulatórios de telecomunicações de muitos países permanecem ancorados no passado. O futuro requer uma abordagem mais flexível e tecnologicamente agnóstica da regulação, descartando regras que já não refletem a dinâmica da indústria. A GSMA recomenda que os governos promovam maior qualidade de serviço e inovação por meio da competição - mais que perpetuar regras e obrigações desatualizadas ", continuou Cabello.

Futuro do 5G na região

As redes 5G começarão a ser lançadas na América Latina a partir de 2020. De acordo com a GSMA, o 5G será desenvolvido sobre o sucesso do 4G em fornecer as redes e plataformas que irão impulsionar a transformação digital contínua da sociedade. Isso permitirá novos cenários de uso, tais como IoT (Internet das Coisas) maciça e comunicações críticas, além de novas aplicações ligadas à banda larga móvel avançada. As conexões M2M na região da América Latina chegaram a 25 milhões no final de 2016 e são previstas para atingir mais do que o dobro, com 53 milhões de conexões em 2020.

Para a consultoria, o 5G também irá acelerar a concorrência entre as operadoras, os players da Internet e o ecossistema mais amplo. 5G exigirá um espectro móvel novo e amplamente harmonizado (em bandas de frequências baixas e altas) para assegurar a implantação das redes no tempo certo, maximizar o investimento na rede e, assim, disponibilizar toda a gama de capacidades potenciais de 5G.

"É imperativo que estabeleçamos as fundações para dar suporte à adoção desta nova tecnologia quando ela chegar, por exemplo, estabelecendo um roteiro claro de alocação de espectro e definindo um caminho para modernizar os regulamentos de legado existentes, que seriam facilitadores críticos para ajudar a alcançar esse objetivo ", disse Cabello.

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