4G Americas altera nome para estimular evolução de nova geração

Por Rafael Romer | 12 de Fevereiro de 2016 às 16h42

A associação para promoção de tecnologias wireless de telecomunicação 4G Americas anunciou nesta sexta-feira (12) a mudança oficial de seu nome, que passa agora a ser 5G Americas. A mudança ocorre seis anos após a primeira troca de nomenclatura, quando a associação composta por players da indústria de telecomunicações adotou o nome 4G Americas, após permanecer por um período de oito anos com seu nome de fundação, 3G Americas.

A mudança sinaliza que o mundo já precisa se preparar para a chegada da próxima geração de redes móveis, conforme a demanda por banda larga e o consumo de dados continua a crescer exponencialmente. A expectativa da 5G Americas é que, até 2020, o consumo global de dados atinja a marca de 30,6 Exabytes por mês, oito vezes superior ao atual consumo mensal de 3,7 Exabytes e um crescimento composto de 53% nos próximos cinco anos.

A troca de nome da organização não significa que as redes de quarta geração já perdem a importância frente ao 5G, mas indica que já chegou o momento de empresas e governos colaborarem para pavimentar o caminho para a chegada da próxima geração com ações conjuntas, como a firmação de um único padrão internacional. A associação espera que a primeira fase do 5G esteja pronta já em 2018, com as primeiras aplicações comerciais sendo realizadas a partir de 2020.

"O LTE vai pavimentar o caminho para o 5G", comentou o presidente da 5G Americas, Chris Pearson. "[A quarta geração] proverá flexibilidade, performance e criatividade para as operadoras gerenciarem suas redes. Nós esperamos que a inovação continue acontecendo em paralelo com o 5G, em áreas de oportunidade, como a Internet das Coisas".

Segundo Pearson, uma das questões que exigem a atenção da comunidade internacional é a alocação de espectro para habilitar o 5G, tanto em bandas novas quanto já existentes. Para que a adoção do 5G possa acontecer com a agilidade necessária para suportar a demanda maior por velocidade, menor latência e disponibilidade, a associação indica que órgãos reguladores já comecem o processo para a alocação futura da rede, como forma de agilizar as implementações que deverão acorrer nos próximos anos.

A situação é ainda mais complexa na América Latina, onde a adoção do LTE ainda é baixa e problemas de liberação de espectro continuam. Hoje, a média da região de usuários do 4G é de 8,9%, com países como o Brasil um pouco à frente, com 12%.

A locação de mais espaço para as redes 4G, através do desligamento da Televisão Analógica, por exemplo, ainda está rastejando na região. Hoje, só o México completou o processo de switch-off: mercados importantes da região, como Brasil, Chile e Colômbia só devem concluir o processo em 2019.

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