150 milhões de linhas móveis serão 4G no Brasil até 2019

Por Redação | 18.08.2015 às 13:02
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Uma análise do mercado brasileiro de telecomunicações feita para a 4G Americas pela consultoria Teleco mostra que, nos próximos anos, a banda larga móvel, principalmente a tecnologia 4G LTE, deve crescer de modo acelerado no Brasil.

Em 2014, o País contava com 7 milhões de acessos, sendo apenas 2% conexões 4G. Até 2019, a previsão é que a tecnologia chegue a 150 milhões, sendo o equivalente a 47,5% das 317 milhões de assinaturas móveis no Brasil.

Com esse aumento, a tecnologia móvel 4G LTE será a principal de banda larga do mercado, ficando à frente até mesmo da 3G, que deve contar com 101 milhões de linhas (32% do total), e da 2G, que deverá cair para 35 milhões de assinaturas, sendo apenas 11% do mercado total.

José Otero, diretor para a 4G Americas na América Latina e Caribe, diz que "a banda larga móvel no Brasil terá um papel central na condução da adoção de serviços de banda larga, contribuindo para a redução da brecha digital. Neste sentido, é importante acelerar a disponibilidade comercial dos blocos de espectro radioelétrico outorgados para serviços móveis pelas autoridades brasileiras nos últimos anos".

Rede 4G no Brasil

O Brasil é líder atual em toda a América Latina em quantidade de espectro radioelétrico disponível para serviços móveis, de 542 MHz, porém nem todos os blocos alocados podem ser explorados comercialmente de forma imediata. Otero explica que "a aceleração do tempo para que o uso do espectro disponível possa ser utilizado comercialmente daria um grande impulso no crescimento do 4G LTE no país, consolidando o Brasil como o líder latino-americano na oferta de banda larga móvel de alta velocidade".

Ainda de acordo com as projeções, os acessos de banda larga móvel, juntando as tecnologias 3G e 4G, devem chegar a 251 milhões, sendo mais de 79% do total de linhas móveis. Isso significa que quase oito a cada 10 aparelhos brasileiros contarão com acesso à internet.

Até junho de 2015, as tecnologias 3G e 4G somaram 195,1 milhões de acessos. A 4G Americas considera que este alto nível de penetração evidencia o interesse e a necessidade dos serviços para o consumidor brasileiro. Além disso, também foi ressaltada a importância do estabelecimento de políticas públicas para que dispositivos móveis tenham preços acessíveis para a maior quantidade possível da população. Com isso, mais pessoas podem utilizar os serviços, aplicativos e ferramentas com boas velocidades, parecidas com as que estão disponíveis ao redor do mundo.