Mercado de tablets no Brasil registra queda de 4,8% e mostra estagnação

Por Wagner Wakka | 22 de Março de 2018 às 16h45
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Estudo divulgado pela IDC hoje mostra que o mercado de tablets dá sinais de estabilização aqui no Brasil. O relatório IDC Brazil Tablets Tracker Q4/2017 aponta que o mercado brasileiro de tablets fechou o ano com uma queda de 4,8% e um total de 3,79 milhões de unidades vendidas.

O documento relativo ao último trimestre do ano passado divulgou que, entre outubro e dezembro, foram vendidos no Brasil 1,2 milhão de tablets no país, 2% a menos do que no mesmo período de 2016.

Contudo, o comparativo anual ainda mostra uma leve recuperação significativa em relação aos anos anteriores – em 2015, as vendas registraram uma queda de 39%, e em 2016, de 32%.

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Para o analista de pesquisa da IDC Brasil, Wellington La Falce, a concorrência com os aparelhos celulares mais baratos e com telas maiores foi um dos principais fatores para os números não tão expressivos. “Depois do boom de vendas entre 2012 e 2014, vários fatores impactaram o mercado, como a ascensão dos smartphones, que se tornaram mais acessíveis,  ganharam telas maiores e tomaram o lugar do tablet como dispositivo móvel preferido para acesso à Internet, e o início da crise econômica em 2015, que fez o dólar disparar, aumentando os preços dos produtos importados que chegavam ao mercado com custo muito baixo”, comenta.

Embora o mercado tenha mostrado ascensão no número absoluto de aparelhos vendidos, os dados não se converteram em uma melhor receita. Houve queda de 9%, com R$ 1,88 bilhão em vendas durante o ano de 2017, contra R$ 2,08 bilhões em 2016. Muito disso por conta da queda do valor do ticket médio de R$ 513 em 2016 para R$ 497 em 2017. Por outro lado, ainda o quarto trimestre foi o período com melhor receita do ano passado, quando foram vendidos 1.209 milhão de tablets com um crescimento em receita de 4,7%.

Diante deste cenário, a projeção para 2018 feita pela IDC Brasil é de queda no mercado, com uma tendência à estabilização e ao equilíbrio de oferta e demanda. “A previsão para este ano é que as vendas cheguem a 3,58 milhões de equipamentos, com uma retração de 5,6% em relação ao ano de 2017. O mercado continuará focado em produtos para crianças, mas o público mais maduro também estará olhando para essa categoria e procurando equipamentos com especificações melhores”, acredita La Falce.

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