Mercado brasileiro de tablets reage no 2º trimestre, diz IDC

Por Redação | 26 de Setembro de 2016 às 15h56
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Durante o segundo semestre de 2016, o mercado de tablets voltou a apresentar taxas de crescimento em relação ao trimestre anterior, de acordo com dados do estudo IDC Brazil Tablets Tracker, realizado pela IDC Brasil. No período, foram comercializados 860 mil equipamentos, incluindo os notebooks 2 em 1, ou seja, 3% a mais do que no primeiro trimestre.

Apesar da subida, o mercado não tem muitos motivos para comemorar. Quando comparado o segundo trimestre de 2016 com o mesmo período de 2015, o mercado de tablets apresentou queda de 32%. Segundo a entidade, a categoria perdeu espaço para os smartphones com tela grande, de cinco ou seis polegadas.

Ainda de acordo com o estudo da IDC, em 2016 devem ser comercializados 4 milhões de dispositivos, 30% a menos do que em 2015. Já para 2017, a expectativa é de que a categoria atinja 3.6 milhões de produtos vendidos.

Mesmo assim, o ritmo para os próximos meses é de crescimento na venda de tablets, com taxas elevadas nos próximos trimestres, principalmente por conta do Dia das Crianças e do Natal.

"O público infantil é o foco dos fabricantes que apostam em modelos cada vez mais personalizados para uma faixa etária que ainda não utiliza o celular. Além disso, a Black Friday também deve vir com bons preços e promoções”, conta Wellington La Falce, analista de mercado da IDC Brasil.

Outro detalhe interessante é que, mesmo com a queda em compras, quem gasta com tablets está pagando mais. O ticket médio dos tablets, em 2015 era de R$ 428. Neste ano, está em torno de R$ 443.

“Com a estabilidade do dólar, os preços devem ficar mais atrativos. Porém, estamos falando de um equipamento que depende muito do câmbio. Então, nossa previsão para este ano é de uma elevação de aproximadamente 17% no valor investido para adquirir o produto”, completa o analista.

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