Conselheiro quer que governo do Reino Unido dê iPads para prisioneiros

Por Redação | 11 de Dezembro de 2015 às 18h10

Uma proposta inusitada foi feita pelo conselheiro do Ministério da Justiça britânico, Martin Narey. Para ele, o governo do Reino Unido deveria entregar iPads e conexões sem fio para os prisioneiros de forma a tornar o tempo deles atrás das grades mais produtivo, não apenas em termos de estudos e conhecimento, mas também como uma maneira de não afastá-los de suas famílias.

Em relatório apresentado ao ministério, o conselheiro sugere a proposta como uma extensão de um programa de tutores que já existe no país. Para ele, o uso da tecnologia vai permitir que os presos estudem e realizem atividades durante o tempo em que estão encarcerados. Enquanto isso, o uso frequente de Skype e Facetime para contato com os familiares os tornará mais sociáveis e preparados para retornarem ao convívio uma vez que suas penas se encerrarem.

A ideia também tem o apoio de representantes da educação pública, que acreditam que, sem esse tipo de preparo, os prisioneiros têm maiores chances de cometerem novos crimes quando deixarem a cadeia. Para Sally Coates, que conduz um projeto de educação focada no sistema prisional inglês, o preconceito com ex-detentos já os impede de conseguir uma nova colocação no mercado de trabalho, e a falta de qualificação acaba tornando as coisas ainda piores.

De forma a acalmar os ânimos daqueles que possam achar a proposta um tanto absurda, Narey lembra que, há algumas décadas, a ideia de entregar rádios FM, televisores e até mesmo de ter telefones à disposição dos presos também era vista com espanto. Por outro lado, com supervisão, a utilização de tais aparatos se tornou benéfica, e sendo assim, o mesmo poderia ser aplicado também a essa nova proposta.

Um dos focos do trabalho de supervisão, por exemplo, estaria na garantia de que os presos acessassem apenas materiais apropriados e fossem impedidos de entrar em contatos com outros criminosos, livres ou presos, ou com as vítimas. A proposta está sendo estudada pelo Ministério da Justiça, que irá verificar sua viabilidade ou não.

Fonte: Telegraph

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