Apple vence e Xiaomi não poderá mais chamar seu tablet de "Mi Pad"

Por Redação | 05 de Dezembro de 2017 às 15h38

A Apple foi a vencedora de uma batalha judicial contra a Xiaomi no que diz respeito a direitos autorais. A fabricante chinesa de dispositivos móveis nomeou seu tablet como Mi Pad, mas a Maçã entrou na justiça contra o nome, já que ele se assemelha ao iPad.

A decisão favorável à empresa de Cupertino saiu nesta terça (5), com os tribunais da União Europeia determinando que o nome do tablet chinês poderia confundir a população. Segundo o tribunal, em comunicado oficial, "a dissimilaridade entre os sinais em questão, resultante da presença da letra adicional 'm' no início de 'Mi Pad', não é suficiente para compensar o alto grau de semelhança visual e fonética entre os dois nomes".

A Xiaomi havia pedido em 2014 o registro do nome Mi Pad no EU Intellectual Property Office (EUIPO), órgão responsável pelo registro de patentes de propriedade intelectual na Europa, mas, em 2016, a Apple apresentou uma queixa formal ao órgão, alegando que os consumidores chineses pensariam que o Mi Pad seria uma variação do iPad no país.

Agora, o tribunal concordou com a companhia chefiada por Tim Cook, dizendo, ainda, que os consumidores de língua inglesa poderiam entender o prefiro "Mi" como significado de "meu" ("my", em inglês). Mas a coisa ainda não é definitiva, já que a Xiaomi pode recorrer da decisão no Tribunal de Justiça da União Europeia, caso deseje insistir em chamar seu tablet de Mi Pad.

A chinesa lançou o modelo mais recente de seu tablet em abril de 2017, o Mi Pad 3. O aparelho custa US$ 220 e conta com um processador MediaTek MT8176, 4GB de RAM, 64 GB de armazenamento interno, tela de 7,9 polegadas e bateria com 6.000 mAh, além de câmeras de 13 e 5 megapixels.

Fonte: Reuters

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