Venda de tablets cresceu 21% no primeiro semestre de 2014, afirma IDC

Por Redação | 22.09.2014 às 11:15

A IDC Brasil publicou um relatório que mostra o desempenho do mercado de tablets e, para a surpresa geral, no Brasil ele apresentou um crescimento considerável no primeiro trimestre deste ano, mas nem tanto no segundo. No segundo trimestre do ano, foram comercializadas 1,94 milhão de unidades, um crescimento de apenas 1% em relação ao mesmo período do ano passado e 12% a menos do que o volume vendido no primeiro trimestre deste ano.

Segundo Pedro Hagge, analista da IDC Brasil, a Copa do Mundo foi a principal responsável pela estagnação na venda de tablets no segundo trimestre. “O foco do varejo em TVs e smartphones no período que antecedeu a Copa do Mundo teve um impacto negativo nas vendas de tablets no segundo trimestre”, explicou. Hagge ainda afirma que o varejo é o principal canal de vendas desses dispositivos.

Apesar dos efeitos da Copa do Mundo no setor, o ano tem sido muito bom para esse tipo de aparelho. No primeiro semestre deste ano, foram vendidas 4,2 milhões de unidades, um aumento de 21% em relação ao primeiro semestre de 2013. Com o impulso das datas festivas como Dia das Crianças, Black Friday e Natal, a expectativa é que o mercado volte a crescer chegando a 10 milhões de unidades vendidas neste ano. Isso significaria um crescimento de 19% em relação a 2013.

De acordo com o analista, o processo de "canibalização" dos tablets pelos smartphones de telas maiores ainda deve demorar um pouco para acontecer por aqui. Para ele, os equipamentos disponíveis no mercado que se aproximam das características de um tablet se encontram com preços muito diferentes, o que os colocam em outro tipo de público. “Um tablet com tela de 7 polegadas é um produto de entrada em sua categoria, com custo a partir de R$ 160, enquanto um smartphone com tela maior custa mais de R$ 1.000, um preço muito alto para ser considerado como opção ao tablet”, afirmou Hagge.

Destacando os produtos de até R$ 500, que representam 77% das unidades vendidas no último trimestre, Hagge comenta que hoje o tablet é o produto "mais barato para quem procura ter acesso à Internet". A representatividade desses aparelhos de até R$ 500 era de 41% no ano passado, fato que demonstra o forte crescimento dos dispositivos mais baratos neste ano. “A concorrência nos produtos de entrada tem crescido muito e até mesmo fabricantes que antes ofereciam produtos com preços menos acessíveis e mais saudáveis estão competindo na faixa de dispositivos mais baratos em detrimento da qualidade”, declara o analista.