Diretor da Best Buy aponta queda vertiginosa no mercado de tablets

Por Redação | 31 de Julho de 2014 às 13h20
photo_camera Leonardo Pavini

Sempre se fala sobre o quanto tablets e smartphones estão acabando com o mercado de PCs, que cada vez mais se tornam um produto de nicho para empresas, profissionais ou gamers. Mas, de acordo com as palavras de Hubert Joly, CEO da Best Buy, a coisa não está assim tão gravada em pedra já que, segundo ele, o que se vê é uma queda no mercado de tablets e um ressurgimento nos números de computadores pessoais.

A afirmação pouco ortodoxa foi feita em uma entrevista ao site Re/code. Segundo ele, que dirige uma das maiores redes varejistas dos Estados Unidos, o mercado mobile americano está amadurecendo e, com isso, diminuindo em números. A febre dos aparelhos já passou, afirma ele, todos os interessados já têm seus gadgets e, agora, estão apenas aguardando a hora de fazer um upgrade. É um movimento que já havia aparecido em pesquisas e estudos, mas que agora, segundo Joly, está se provando na prática.

Na mesma época, explicou o executivo, o fim do suporte ao Windows XP levou muita gente, principalmente empresas, às lojas, em busca de máquinas novas. Nessa leva, cresceram principalmente as vendas de notebooks, máquinas versáteis e que, para Joly, estão efetivamente “revivendo” no mercado.

Mas não é como se o CEO da Best Buy visse isso como algo positivo, ou esteja fazendo uma afronta às realidades de mercado. É ele quem está à frente da varejista desde o final de 2012, assumindo em um período em que a grande queda nas vendas ainda começava a acontecer e, agora, tem se consolidado cada vez mais.

Na visão dele, não é apenas o mercado de smartphones e tablets que está diminuindo: todo o segmento de eletrônicos está apresentando redução nas vendas. O que antes era a grande onda do mercado, agora começa a ser visto como algo de que não se pode mais depender para alavancar resultados.

Por isso mesmo, o trabalho que Joly realiza atualmente é o de contenção. Ele vem sendo elogiado por seu enxugamento na estrutura da Best Buy, que aumentou as reservas de dinheiro e melhorou o marketing dos produtos. Por outro lado, o teor negativo dessa estratégia vem por meio do fechamento de lojas consideradas improdutivas ou geradoras de pouco lucro, além da demissão de centenas de pessoas em reestruturações internas.

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