Analista prevê queda de 40% na venda de iPads em 2015

Por Redação | 13 de Novembro de 2014 às 18h31

Enquanto o iPhone 6, mesmo com todos os seus problemas, bate novos recordes de vendas a cada lançamento regional, os novos iPads podem não seguir o mesmo caminho. O analista Ming Chi Kuo, da KGI Securities, prevê uma queda de 40% na venda dos tablets da Apple no primeiro semestre de 2015, um resultado que não cairia nada bem para a empresa.

Especialista em produtos da Maçã, ele acredita que a saturação do mercado de tablets será o principal responsável por isso. Para ele, apenas uma redução de tamanho não é suficiente para levar os usuários a trocarem seus equipamentos atuais pelos novos, e sem novidades de hardware, funções ou sistema operacional, não existem muitos motivos para fazer o upgrade. Daí a redução, que pelo mesmo motivo, não deve se refletir em crescimento nas vendas para as empresas concorrentes.

Além disso, o aumento na tela dos smartphones também é citado como um fator. A própria Apple já ampliou significativamente o display no iPhone 6 Plus, um movimento que pode acabar tornando os tablets menos relevantes. Mesmo que a troca acabe acontecendo por outros produtos da própria companhia, essa queda é algo a se ficar atento.

Mesmo assim, os números ainda são altos. Até o final de dezembro, Kuo projeta que 21,5 milhões de iPads serão vendidos em todo o mundo. Um número bastante considerável, mas que representa uma queda de 18% em relação à temporada de Natal do ano passado. Aqui, temos mais um efeito da já citada saturação, uma vez que os tablets da Maçã venderam muito bem em 2013, mas agora não existe tanto interesse em um upgrade.

De acordo com o Business Insider, as análises do especialista não são uma mera previsão. Ele é reconhecido como um dos maiores especialistas externos em produtos da Apple, tendo fontes até mesmo dentro da empresa e vazando informações de tempos em tempos. Isso indicaria que os números apontados por ele podem ser de conhecimento da própria companhia, que estaria controlando suas expectativas de vendas e trabalhando junto aos investidores no que pode não ser um futuro de sucesso.

No entanto, os números em redução não devem afetar a Apple a longo prazo. Além da já comentada venda absurda do iPhone 6 e de seu modelo Plus, a empresa ainda permanece como a líder incontestável do mercado de tablets, e como a redução nas vendas não deve refletir em crescimento para a concorrência, essa posição deve ser mantida com folga, sem que a companhia de Cupertino precise se preocupar com as rivais.

Ainda assim, Kuo aponta que se a redução continuar ocorrendo ao longo do ano que vem, é melhor que a Apple olhe com atenção para ela. Uma das ideias da empresa é ser diversificada, com várias categorias de produtos em expansão. Quedas nas vendas são o exato oposto disso. Se os usuários escolherem os notebooks da marca ou o iPhone 6 de tela maior como alternativas aos iPads, melhor. Mas e se eles optarem por dispositivos da concorrência? Essa é uma alternativa que, para a Maçã, não é nada interessante.

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