Startups do mercado financeiro facilitam o acesso ao crédito

Por Colaborador externo | 25 de Novembro de 2020 às 10h00
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Por Roberto Braga*

Dentre as diversas possibilidades que se abriram com a chegada e pulverização das fintechs no Brasil, uma das mais importantes é como elas foram capazes de facilitar o acesso ao empréstimo pessoal. Utilizando base tecnológica para fornecer um serviço mais personalizado e próximo da necessidade do cliente, as startups horizontalizaram o acesso ao crédito, tornando-se referência e atraindo cada vez mais investidores. 

De olho nas oportunidades de inovação, as startups do setor voltaram sua atenção ao ponto mais importante, a segurança do usuário. Para as fintechs é essencial que o cliente as enxergue como um meio seguro, e isso resultou em uma necessidade de rápida evolução nesse sentido. A segurança é o mais importante e vem antes de qualquer outro passo. 

Depois de tratar da segurança, as tecnologias desenvolvidas pelas startups solucionam um dos pontos mais críticos do banco tradicional. Enquanto nas instituições bancárias já consolidadas esse processo acontece por meio de um score de risco que é baseado em informações cadastradas, histórico de movimentação da conta, entre outros pontos, as fintechs contam com ferramentas que analisam desde informações básicas até perfis em rede social. Toda essa análise de crédito é feita de maneira inteligente que em poucos segundos reúne todos os dados necessários sobre um determinado usuário. Temos ainda exemplos de marketplaces, onde a pessoa  pode comparar taxas e escolher a que melhor se adequa à sua necessidade. 

Todos esses processos garantem uma maior diversificação de taxas de juros que o indivíduo pode encontrar, ou seja, facilitam o acesso ao crédito, beneficiando tanto o cliente como o mercado que terá mais dinheiro injetado, de alguma forma, na economia. Tudo isso só é possível porque para as startups a preocupação com a experiência do cliente é nativa, elas são desenvolvidas com esse pensamento e criam soluções a partir dela. E quando voltamos a falar sobre os bancos tradicionais, enxergo que existe um gargalo enorme no que tange a questão da inovação, ou seja,  precisam correr contra o tempo.

Não acredito que as fintechs tenham o poder de substituir por completo o mercado tradicional, afinal as instituições bancárias têm um grande expertise sobre o segmento financeiro e sabem como ninguém alguns dos principais processos. Não creio também em um cenário em que os bancos se digitalizem a ponto de cessar o crescimento das startups, elas já nascem com um olhar do segmento muito necessário para o mundo cada vez mais dependente da tecnologia aliada ao crescimento da economia. Um sistema híbrido deve acontecer e quem mais beneficiará serão os usuários. Vamos acompanhar!

*Roberto Braga é co-fundador da bxblue, startup que ajuda os usuários a encontrarem as melhores ofertas de empréstimo consignado online, com transparência e comodidade

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