Startup doa dinheiro de anúncios online para caridade

Por Redação | 05.12.2015 às 12:25

Os anúncios online são odiados pela grande maioria dos usuários comuns. Afinal, ninguém gosta de ver uma propaganda quando aperta o play no último vídeo lançado por sua banda predileta no YouTube. Para tentar tirar melhor proveito deste tipo de ação, uma startup resolveu propor algo diferente aos internautas: assistir anúncios online e ajudar instituições de caridade.

A iniciativa é da startup australiana Make Some Change, e o objetivo é que as pessoas visitem o site da empresa por livre e espontânea vontade. Cada vez que elas assistirem um anúncio disponível no Make Some Change poderão escolher uma instituição de caridade para doar o dinheiro.

Para este fim, a equipe criou uma moeda digital própria chamada Change que, diferente de outras moedas, como o Bitcoin, tem o seu valor ligado ao dólar norte-americano. Uma moeda Change vale US$ 0,05.

Make Some Change

Make Some Change (Imagem: Divulgação)

Atualmente, 35% de toda a receita da startup obtida por meio da moeda Change serão revertidos para instituições de caridade, 35% utilizados para "amplificar a mensagem das marcas e trazer as pessoas para a plataforma" e os 30% restantes vão para a startup "manter as luzes acesas".

A dupla de criadores da startup acredita que sua plataforma terá sucesso porque o modelo de publicidade atual – aquele que interrompe a experiência do usuário na web – não é sustentável a longo prazo. "Quando você pensa em publicidade digital, você pensa em banners ou em vídeos pre-roll no YouTube", Michael Battle, cofundador da Make Some Change.

A ideia da empresa é que os usuários escolham assistir anúncios que possam ser interessantes para eles, como o de uma nova marca de shampoo para mulheres que querem testar novos produtos, por exemplo.

Futuramente, os fundadores planejam expandir a experiência do internauta no Make Some Change por meio de recompensas. As moedas virtuais da plataforma podem gerar pontos que podem ser resgatados para outros fins, como passagens de avião. A startup deve expandir seu serviço internacionalmente em 2016.

Fonte: Mashable