Startup cria cabine hospitalar portátil para melhorar saúde de áreas isoladas

Startup cria cabine hospitalar portátil para melhorar saúde de áreas isoladas

Por Márcio Padrão | Editado por Claudio Yuge | 11 de Outubro de 2021 às 22h20
Reprodução/YouTube Fleximedical

Um dos desafios para democratizar o acesso à saúde tem a ver com os altos custos e o tamanho avantajado dos equipamentos para atender ao público. A healthtech paulista Fleximedical tomou pra si essa missão de desenvolver "hospitais portáteis", isto é, cabines e veículos que levem aparatos de saúde melhores para pequenos municípios.

A Cabine Móvel da Saúde é uma de suas principais soluções. Em uma estrutura enxuta que parece uma antiga cabine telefônica, ele incorpora uma unidade de teleconsulta, teste laboratorial com uma gota de sangue e balança multifuncional para aferições como peso, altura, pressão arterial, índice de massa corporal, leitor de temperatura, batimentos cardíacos e índice de gordura corporal por bioimpedância. 

Segundo a Fleximedical, a cabine pode ser transportada e instalada em locais como supermercados, farmácias, estacionamentos e comunidades mais isoladas. A empresa tem outras soluções como carretas e conteiners de saúde. A primeira pode ser configurada como unidades hospitalares específicas, como mamografia, ultrassonografia, pequenas cirurgias, clínica e tomografia. A segunda combina sala de atendimento com área de exame ou cirúrgica de diversas especialidades, de acordo com a necessidade.

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Cabine móvel da Fleximedical (Imagem: Divulgação/Fleximedical)

A Fleximedical surgiu em 2007 e em 2019 foi selecionada para programas de aceleração na Braskem e na Quintessa. Segundo o site Pequenas Empresas Grandes Negócios, em 2020 a startup cresceu 130%, e para este ano estima crescer 52%. Por enquanto montou 76 carretas da saúde e apenas três cabines, mas deve produzir mais nos próximos meses. Espera ainda entrar em uma rodada de investimentos até o ano que vem.

“Na crise do coronavírus, muitas pessoas passaram por um problema que já existia há muito tempo: a falta de leitos e de acesso à saúde. E tínhamos a solução ideal para aquela dor”, disse ao site a CEO, Iseli Reis. Ela deseja expandir as operações para mais regiões do Brasil e países como Paraguai, Bolívia e Peru.

Fonte: Pequenas Empresas Grandes Negócios

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