Startup brasileira aposta em recompra de smartphones corporativos para crescer

Por Rafael Romer | 29 de Fevereiro de 2016 às 14h20

Fundada em julho 2013 com o objetivo de realizar o descarte ecológico ou trabalhar na revenda de aparelhos antigos de consumidores finais, a startup Recomércio agora começa seu ano de olho no potencial de negócios de um novo mercado: o setor corporativo.

"Nós começamos a trabalhar em um projeto de escalabilidade. A gente já estava com nossas plataformas B2C consolidadas, com um trabalho interessante pela internet, e enxergamos que precisávamos atuar em outras frentes para atingir nossos resultados", comentou a Diretora Comercial da Recomércio, Kelly Marcelino.

No último trimestre de 2015, a empresa começou a implementação do novo plano de negócio voltado para o setor corporativo através de uma oferta inicial de revenda de aparelhos para pequenas lojas de varejo de produtos seminovos.

Desde então, a startup avançou a linha de negócios, e agora já auxilia pequenas, médias e grandes empresas a descartarem parques obsoletos de smartphones de duas formas diferentes: através da revenda e revalorização de aparelhos que ainda tenham valor comercial ou com o descarte ecológico de aparelhos muito antigos, através de uma parceria com uma cooperativa de reciclagem sem fins lucrativos.

Para realizar a venda dos produtos antigos, basta que a empresa envie a lista dos aparelhos disponíveis para a Recomércio, que realiza um processo de triagem e análise dos equipamentos no laboratório da empresa, em São Paulo. Após concluído, a empresa recebe uma proposta de recompra em até 10 dias.

Do lado da Recomércio, a startup faz o processamento e recondicionamento dos dispositivos, que envolve testes de funcionamento, limpeza e reboot dos aparelhos. Em seguida, os smartphones são revendidos pela startup, que estima que os semi-novos podem representar uma economia de até 60% quando comparados com compras realizadas no mercado convencional.

Em quatro meses, o setor B2B passou a representar 30% do total de compras e revendas da empresa e, até o final do ano, deverá se igualar à receita mercado de recompra de consumidores finais. Para este ano, a expectativa da Recomércio é comprar 15 mil aparelhos seminovos e revender 13 mil – o dobro do número de unidades comercializadas em 2015. "É uma operação muito nova e um mercado novo que nós estamos desenvolvendo, então são números representativos para a empresa", afirmou a executiva.

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