Quer dar um rolê de helicóptero? São Paulo já tem "Uber" para voo compartilhado

Por Rafael Romer | 05 de Maio de 2016 às 18h33
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São Paulo tem a maior frota de helicópteros do mundo: são mais de 600 aeronaves na cidade cruzando os céus todos os dias. Para a maior parte da população paulistana, no entanto, a realidade continua sendo aqui no chão, seja nos nossos ônibus e metrô lotados, ou no trânsito travado do dia a dia.

No entanto, uma nova startup chamada FlyHelo promete se tornar uma espécie de "Uber dos ares", mudando um pouco essa realidade e ajudando a "democratizar" o acesso ao segmento de luxo de helicópteros e jatinhos executivos por meio de voos compartilhados.

"A Helo surgiu da ideia de democratizar a aviação executiva brasileira, esse é hoje um mercado que ainda não foi tocado pelo digital", comentou em entrevista ao Canaltech o fundador da FlyHelo, Hadrien Royal. "Lançar esse serviço agora, nesse momento de crise, é uma oportunidade quando estamos falando de economia compartilhada".

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Por enquanto, são três serviços disponíveis: usando um smartphone, é possível criar um novo voo e compartilhar o custo com mais passageiros da plataforma; comprar um assento em um voo já programado dentro do serviço; ou até programar um voo exclusivo de acordo com a necessidade do passageiro. Todos os voos têm preço fixo baseado na distância percorrida e, em média, mas baratos do que o praticado no mercado tradicional.

O serviço já está funcionando há cerca de um mês na cidade, em fase Beta, e já tem cerca de 3 mil usuários cadastrados. Neste período de testes, ainda há uma oferta limitada de destinos: partindo do Jaguaré ou do Aeroporto Campo de Marte, já é possível fazer viagens para o Litoral Norte do estado (Guarujá, Riviera de São Lourenço, Juquehy, Maresias, Ilhabela e Ubatuba), algumas cidades do Rio de Janeiro (Paraty e Angra dos Reis), ou para o interior de São Paulo (Campos do Jordão, Fazenda Boa Vista e Quinta da Baroneza).

De acordo com o executivo, a ideia é já "nas próximas semanas" começar a liberar também a modalidade aberta de voos – permitindo a decolagem e pouso em qualquer um dos helipontos da cidade. A próxima meta, no entanto, é disponibilizar o serviço no Rio de Janeiro, que tem a segunda maior frota aérea do país e terceira do mundo – atrás apenas de São Paulo e Nova York.

Já nos próximos "12 a 18 meses", a empresa também tem planos de atender outras regiões do Brasil, onde existe o uso de jatinhos executivos comuns para longas viagens no interior do país, mas normalmente são pouco tripulados. "Queremos colocar na plataforma todos os espaços não utilizados para otimizar o fluxo desses voos", explica Royal. "A ideia é disponibilizar todos os voos do tipo que existem no Brasil para passageiros".

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